18° Encontro Locaweb, Recife – O que rolou.

O 18° encontro Locaweb aconteceu em Recife, mais precisamente no shopping Riomar, nas salas do cinemark. Neste ano tivemos a sala Digital, voltada ao Marketing digital, e a sala Dev, voltada aos nerds desenvolvedores como eu.

A Locaweb é uma empresa que está sempre envolvida com a comunidade de Dev no Brasil. Enquanto no ano passado tivemos muitas palestras voltadas para frontend, este ano o Diego Eis (o apresentador) abriu o dia explicando sobre a preocupação de ter uma mescla entre frontend e backend neste ano.

De forma geral, o evento foi muito bem organizado, com as palestras acontecendo geralmente no horário e com palestrantes de alto nível. O ponto negativo ficou para as inscrições, já que eles limitaram o número de inscritos, mas não dividiram as inscrições por sala. Resultado: Faltou lugar na sala Digital e sobrou lugar na sala Dev.


Adotando novas tecnologias: como não tornar o sonho em pesadelo.

Renan Ranelli Milhouse / Xerpa.

Milhouse nos levou a refletir sobre vários aspectos que deveríamos levar em consideração antes de adotar uma nova tecnologia.

A mais importante delas: Contexto. Não ignore a experiência atual da sua equipe, pois muitas vezes você entrega maior valor usando tecnologias que sua equipe já conhece.

Outro fator importante segundo ele: Usar uma linguagem ou banco de dados novos sem ter alguém especialista na equipe é bastante arriscado.


Aplicações web: Um estudo sobre React.

Jean Carlo Emer / Globo.com

O Emer iniciou falando sobre vários problemas do desenvolvimento de frontend, a maioria deles relativo a performance.

Também definiu a diferença entre websites e webapps: Apps são páginas web que mantém o estado.

Depois ele mostrou que React é a principal tecnologia adotada na globo.com para resolver estes problemas.

Passou por alguns conceitos do React e seus colegas: React-router e webpack.


Rails como API de single page apps

Willian Fernandes / Sticker Mule

Embora a maioria das pessoas usam o rails como aplicação fullstack, o Willian nos mostrou como usar o rails e todo o seu ferramental para construir web APIs de qualidade.

O principal argumento de usar Rails seria usar todas as facilidades deste maduro framework para ser super produtivo. Para quem não sabia (feito eu), o rails tem uma Application Controller e scaffolding específicos para APIs.


A arquitetura pragmática do StackOverflow

Roberta Lopes Arcoverde

Depois do almoço, que ninguém é de ferro, tivemos a melhor palestra do dia.

A Roberta, muito bem-humorada, nos mostrou a arquitetura do StackOverflow. Para termos uma idéia, o StackOverflow está entre os 50 sites mais visitados do mundo.

Para os amantes de programação funcional, dos últimos JavaScript frameworks da moda, de microservices, de testes unitários, podem parar de ler por aqui.

O StackOverflow, que é um conjunto de mais de 140 sites, rodando em apenas um projeto C#, com apenas um banco de dados relacional, e 9 servidores web (usando apenas 9% da capacidade), ou seja, eles poderiam rodar em apenas 1 (segundo a Roberta).

Mágica? Bruxaria? Nada disso. Pragmatismo é a palavra certa. O StackOverflow é fortemente viciado em performance e esta é a prioridade número 1, 2, 3…

Então vimos código escrito em IL (intermediate language), comando SQL no Controller, no tests (anh?), e várias outras “más práticas” tudo em nome da performance.

Recomendo fortemente uma lida mais profunda sobre esta arquitetura, pois temos muito a aprender com ela.


Elixir: programação funcional e pragmática

George Guimarães / Plataformatec

Esta foi a minha palestra mais esperada. Estava ansioso para saber sobre o Elixir, que é uma linguagem funcional relativamente nova, desenvolvida pelo brasileiro José Valim em cima da plataforma do Erlang, mas talvez por esperar muito, eu fiquei decepcionado com a palestra do George.

Ele começou bem, falando sobre a estagnação do Clock e do paralelismo dos CPUs, e que Elixir/Erlang se aproveitava muito desta concorrência/paralelismo para ser mais eficiente.

Depois vimos a Imutabilidade, outro conceito importante para quem quer trabalhar com linguagens funcionais como Elixir, e da ausência de “if” e comandos de loop como “for” e “while”.

Porem, não sei se por ignorância da minha parte, ou por ter sido específico demais, o George deixou a palestra dele menos interessante, fazendo com que alguns da platéia (inclusive eu) tirasse um cochilo.

O modelo RAIL para performance Frontend.

Sérgio Lopes / CAELUM

Um esclarecimento inicial: RAIL não tem nada haver com Ruby on Rails. RAIL é uma sigla inventada pela turma do google que significa:

  • R: Response
  • A: Animation
  • I: Idle
  • L: Load

Baseado em estudos neurocientíficos, a percepção humana considera instantânea uma resposta a uma ação de até 100ms. Se a resposta acontecer por volta de 1seg, consideramos que ainda faz parte da resposta da ação, mas se chegar próximo dos 10seg, o nosso cérebro já está pensando em outra coisa. Ou seja, se seu site demora por volta de 10seg para dar uma resposta ao usuário, entre este tempo ele já abriu uma aba do facebook, e esqueceu o seu site.

O sérgio então passou por várias técnicas utilizadas para melhorar a performance do seu site, desde Inline CSS, CSS animations, até http2.

O assunto é muito extenso, por isso sugiro uma visita ao blog dele:


Conclusão

O evento foi muito interessante e com palestras de alto nível. Precisamos de mais palestras assim em Recife.