você precisa se perder dentro de si mesmo para se encontrar

Uma vez li uma frase na capa do Facebook de uma amiga que dizia: “mar calmo nunca fez bom marinho”. Às vezes irão haver tremendas tempestades dentro da gente, ondas intensas, agitadas, onde o descontrole vai aparecer e temos a certeza de que nosso barco não vai aguentar.

Mas, seguimos. Seguimos acreditando e permanecendo emocionalmente preparados caso o barco vire e tenhamos que nos virar no meio das ondas que batem entre si e parecem que vão nos fazer submergir.

Todos os seus medos vão aparecer e nesse momento não vai haver ajuda de ninguém. Será apenas você mesmo, sua mente e sua própria capacidade de resiliência.

2016 tem sido o ano em que o meu mar não está calmo. Está conflituoso, sendo que o conflito não é externo, mas sim dentro de mim. Neste ano entendi que é importante cuidar na nossa saúde mental sim. Achamos que nós próprios regemos a nossa vida, na verdade, nossa cabeça nos rege. E quando a tempestade é interna, é melhor se preparar porque o inferno se dará afora.

Minha ansiedade, estresse, baixa autoestima e desamino fizeram com que muitas coisas dessem errado durante esse ano. Foi como se cada um desses meus problemas desabrochasse em uma área específica da minha vida. Minha vida profissional foi afetada, que afetou minha autoestima, que destruiu minha fé, que refletiu nos meus relacionamentos e fez com que eu implorasse para que as coisas começassem a ficar bem.

Teve dias que simplesmente não conseguia levantar da cama, não era por falta de vontade ou porque não tinha nada para fazer, mas simplesmente porque eu-não-conseguia. Por mais que quisesse melhorar, não sabia por onde começar a ajeitar, era uma sensação de que minha vida não estava mais nas minhas mãos porque eu tinha perdido o controle de tudo. As coisas que me deixavam feliz não eram o suficiente para me animar. Meu barco estava simplesmente submerso demais e já não tinha mais nenhum vestígio de esperança de reverter a situação.

Como que eu tinha deixado as coisas chegarem a esse ponto?

Aprendi que é preciso reconhecer nossos limites e a hora de parar. Não tenha vergonha de pedir ajuda, muito menos de reconhecer que não está sabendo lidar. Viver é um caos e ninguém é obrigado a administrar tudo. PERMITA-SE! Não ouça os outros porque ninguém sabe melhor da gente do que a gente mesmo. Dê um tempo para você, recolha-se, distancie-se de tudo e todos e se conecte-se com você mesmo. Na hora as coisas não fazem sentido mesmo, mas nada acontece por acaso. Dores são ensinamentos, é meio que uma forma abrupta da vida nos fazendo crescer.

Além disso, tem que haver fé (e muita) de que tudo vai melhorar. E eu digo isso porque realmente vai, vai ser aos poucos mas vai! Quando perceber, vai notar que a motivação estará de volta, as vitórias serão maiores que as derrotas e você entenderá as coisas. Sigo a teoria de que tudo que passamos é uma forma da vida nos testar. Se levamos um tombo é porque conseguimos levantar. O principal é lembrar que tristeza nenhuma dura para sempre.

Depois que me encontrava já afogada, sem barco e sem ajuda nenhuma, descobri que o precisava se encontrava em mim. Tudo só ia melhorar quando eu desse partida. Precisei nadar de volta à superfície e quando emergi já não encontrava mais as mesmas ondas de antes. Comecei a construir meu barco sozinha, sem nenhuma instrução. Ele ainda não está pronto, mas está melhor e mais resistente que o anterior.

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