ÂNCORA
Eu vi a dança dos olmos naquela tarde vazia
E vazios estavam os meus olhares
E, por vezes, esperei apaixonado por luares prateados
Antes, frias e solitárias eram as minhas noites
Desejos e sabores nunca saciados
Territórios e texturas desconhecidos quero desbravar
Porque mais desconhecidos são teus olhares
E neles quero mergulhar e afogar-me
E que pesem os litros da paixão
Até que sejas âncora em meu dorso
Ou bolhas em minha cabeça…