Clarice e Gregório…

Menos… bem menos, por favor…

Foto de divulgação do filme, pelo Istagram.

Ou realmente o machismo é algo muito arraigado e internalizado socialmente em nós, homens, ou estamos, de fato, vivendo um mundo que parou de olhar para si mesmo. Talvez sejam os dois, mas pior seria se não fosse possível existir uma terceira ou mesmo outras vias para, juntos, dialogarmos com autocrítica sobre as coisas que acontecem ao nosso redor.

Gregório Duvivier é um ator, escritor e humorista que, sem que nunca houvesse reivindicado (ao menos não lembro disso), por seus posicionamentos públicos, acabou sendo ovacionado como a “nova cara da esquerda”. Esse mesmo povo que o alça a algo que ele nunca reivindicou, de repente, sem cerimônia, o execra pelo mesmo motivo que outrora o alçou: sua exposição pública das posições que assume.

Há, sem dúvida, uma tara muito estranha entre público e celebridades que merece um estudo de caso sério. A necessidade das pessoas em eleger modelos e depois passarem a exigir que o mesmo se comporte como foi idealizado é de um autoritarismo horrendo. E se não é dessa forma, logo elegem anti-modelos para ilustrar tudo o que de ruim acontece no mundo. Isso dá uma preguiça…!

Por mais fofo, lindo, stalker, assediador que o texto de Duvivier, publicado nessa segunda dia 12/09 (frisa-se, dia da cassação do Cunha), possa ser classificado, o fato é que causou o maior rebuliço na rede. Porém poucos perceberam que o nome do artigo se referia ao filme que ambos, Gregório e Clarice, lançam essa semana. Hummmmm, sério? Sim, é sério, cara-pálida.

E você acha que, envolvendo negócios juntos, Gregório publicaria algo assim sem o consentimento da ex? E, diga-se de passagem, no lançamento do filme ela foi com o atual namorado. Que bom… E todo mundo brigando para disputar a hegemonia do discurso se ele não passa de um machista (ou esquerdomacho, como dizem) ou de um fofo romanticuzinho, sonho de toda mulher…

Poxa, gente… menos… menos…