Yedra Ardey, tadinha da classe média, né? São inocentes capitães do mato à serviço do senhor de engenho. Não pediram essa condição, mas não teriam suas Smarts TVs e seus carros importados pagos em 36 meses se não aceitassem ser capachos daqueles para quem produzem.
Não a vejo (até porque faço parte dela) como a grande culpada de nada. Aliás, atribuo a ela, à revelia de muitos pensadores, o ptencial real de mudança efetiva para uma nova sociedade baseada na equidade. Ela, a Classe Média, se não sofresse dessa Síndrome de Estocolmo, teria capitaneado há muito uma revolução que destituísse o capital em nome do trabalho. Sua culpa, se é que há, centra-se em deixar-se adestrar a ponto de assumir a mentalidade daqueles que a explora de forma contumaz.
O problema não é nem classe média e nem Estado, mas um sistema de produção que usa a classe média e o Estado para fazer o que faz de melhor: predar e transformar tudo em coisa.