Mas o impeachment pode ser a voz de uma minoria que protesta nas ruas virtuais ou físicas, minoria que não deve ser de modo algum desprezada.
Estamos a olhar de fora da TV ou da caixa?
André Silva
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Muito bom o texto. E apesar de concordar com a ideia geral, destaquei uma parte que penso deve ter mais reflexão: não devemos desprezar as minorias mas a democracia se faz pelo consenso da maioria. A utopia da democracia perfeita se confunde com a verdadeira anarquia, onde todos são responsáveis o suficiente para se auto-governar sem desrespeitar os demais. A democracia real pressupõe aceitar que nem todas as necessidades serão atendidas, mas os direitos básicos serão mantidos.

E esse é o ponto em que devemos focar agora. Por pior que tenham sido os últimos governos, milhares de brasileiros saíram da pobreza, não passam mais fome e já tem o que comer diariamente. Ora, não há direito mais básico do que a vida. E não há segmento maior em nossa sociedade do que o de necessitados de ajuda governamental.

Dito isso, quero reiterar a necessidade já destacada por você, de ultrapassarmos os rótulos e tratarmos daquilo em que há consenso, democraticamente. Nesse sentido há o Levante Popular da Juventude e outros movimentos sociais lutando por uma Assembleia Constituinte Livre e Independente para materializar a reforma política que o país necessita. Porque não podemos mais nos enganar sobre a intenção dos políticos profissionais que se revezam e perpetuam no poder. A partir deles nada vai realmente mudar. Temos que sair às ruas novamente, unidos, clamando pela legitimação de uma assembleia popular para elaborar as novas regras da representatividade e a reforma de nossa constituição.

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