Meu smartphone deu pau! E foi a melhor coisa que me aconteceu em 2016.

Sem rodeios, meu smartphone deu pau, deu ruim, foi pro vinagre.

Resultado: formatação e (por imprudência/ inabilidade) perdi toda minha agenda telefônica. Sim, ainda uso smartphone para falar, louco não?

Minha primeira reação foi pânico, do tipo de querer enfiar a cabeça num saco de papel e ventilar! Em seguida, busquei formas de recuperar os dados. Após breve pesquisa (thanks google), tomei algumas medidas seguindo os conselhos mais legais.

  1. Pare de usar seu smartphone imediatamente! Seus dados estão em lá em algum lugar e poderão ser substituídos por novos dados antes de serem recuperados!
  2. Instale num PC um software de recuperação de dados.

Ambas medidas foram inúteis, continuei sem minha agenda telefônica e isso já era o terceiro dia de abstinência. Restaurando aquilo que fora possível, me dei conta que não era tão ruim assim. Apesar de preservar os contatos telefônicos sempre ter sido minha primeira preocupação na troca de um telefone, me bateu uma sensação de liberdade incrível! De alguma forma me senti desplugado de pessoas/rotinas/conversas que há muito me acompanhavam e veja só, influenciavam diretamente na minha vida, com efeitos nem sempre positivos.

Depois do quinto dia sem agenda telefônica (e mais uma formatação do smartphone), percebi que apesar da importância daqueles contatos, posso perfeitamente viver sem eles, e recuperar os que realmente são úteis de acordo com minhas necessidades, inclusive optando por não salvar até mesmo esses.

Confesso que senti um pouco de vergonha da minha reação inicial, que agora me soa desproporcional ao fato em si, contudo, a experiência me deixou duas lições que considero valiosas:

  • Desapego, afinal são apenas contatos e muitos deles praticamente inúteis
  • Movimento, tive necessidade de sair da minha zona de conforto, do mundinho conhecido.

Estou até pensando em transformar a perda da agenda num evento anual, ano novo, agenda nova. E seja lá onde isso vai me levar…