O rio velho, os bebês alados e doces.

Ler você. Sensualidade, perturbação, Sonho, pureza. O Caos mais lindo, caos que transforma-se em Éden outrora. Tem dias que quero te abraçar por horas, e outros sair sem destino com você por ai, janelas abertas pra ver o Sol queimando no ar, ou até perseguir o rastro do seu cheiro estonteante, na Lua que ando em meus sonhos.

No radio Stones, andar depressa para ultrapassar o frio, diluir a madrugada no Bourbon sem gelo. Pensei ter visto o reflexo de seus olhos molhados no retrovisor, vertigem de quem gosta de ficar sozinho, conectar-se com o desejo, só se for de verdade, só se for o destino, que transforma mal, desprezo e medo, em tudo que já não faz mas nenhuma diferença. Toda dor terá fim, quando a maciez dos lábios for finalmente revelada, quando todo gozo for compartilhado generosamente, seu suor derreter a prata no meu peito e a angústia sutilmente nos tornará mais sábios, mais lindos e escorrera como areia de Rio velho nas pequenas mãos dos bebes alados e doces. Nos fará escrever, não nos deixará fracos, desprovidos e frágeis.

Acreditar na vida no que é eterno, no que nos deixa mais fortes para cumprir missões, que nos afasta dos patéticos de alma pequena que não sabem reconhecer e transformar um único, mesmo que mínimo instante, em quase tudo.

Minhas mãos precisam penetrar seus cabelos e trazer seu rosto pra perto do meu, e o vento suster seu olhar por quatro segundos, seu ventre ser minha casa, suas pernas estrada para o mar, seu grito de prazer, minha alforria.

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