Dumbphone

Ou, burrinho, como eu tenho chamado carinhosamente.

Ontem eu estava no ônibus contemplando a minha última aquisição para repor o que me foi roubado quando invadiram o meu apartamento: um powerbank. Estava filosofando como era melhor tem um aparelho que pode vir a me salvar uma ou duas vezes, mas que nem fazia ideia da capacidade da bateria extra e que me custou inacreditáveis vinte e cinco reais do que comprar outro de 10.060A por cento e dez reais e sabe-se lá quando eu usaria (porque o meu celular não me deixou nunca na mão, efetivamente).

É necessário manter baixas as expectativas da vida. Isso foi a última coisa que eu escrevi no meu incrível smartphone com 4Gb de RAM, câmera de 13Mp e uma tela de 5,5". Eu nem consegui enviar o meu textão no facebook e um cara entrou no ônibus e fugiu com o meu incrível celular. Eu com o powerbank na bolsa só consegui rir. Rir pra não chorar. Tudo bem, essa merda tem seguro.

Mas veja se não é irônico, fui pegar um chip com o meu antigo número e comprei um celular com a incrível câmera vga, rádio e player de mp3 e, sim, tem jogo da cobrinha e me custou exatamente os cento e dez reais do powerbank antigo.

Well life has a funny way of sneaking up on you
And life has a funny, funny way of helping you out

Sim, é necessário sempre manter as expectativas baixas.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.