Responsabilidade emocional

Olá, prazer eu sou Giovanna, podem me chamar de Gio (aí pronunciem como quiser, eu pronuncio “Jô”) e eu tenho relacionamento aberto com o Paulo, estamos juntos há nove anos, e desde o nosso terceiro ano mantemos um namoro não-monogâmico que mudou diversas vezes de dinâmica, de regras, de consensos e hoje pode-se resumir em que nós podemos fazer o que quisermos, desde que não afete nós temos um com o outro.

Quer dizer que eu posso sair e fazer o que eu quiser? Não. Quer dizer que se aparecer alguém com que tivermos uma atração, não há problema algum nos relacionarmos com essa pessoa.

Nesses anos um conceito que me fez criar maturidade pra todos os meus relacionamentos (seja os paralelos, seja o que eu tenho com o Paulo): RESPONSABILIDADE EMOCIONAL. E resumindo bem eu digo que Responsabilidade Emocional é se você tá se envolvendo com alguém, mesmo que seja só sexo, pegue pra si a responsabilidade de não fazê-la sofrer, não seja babaca, não suma, não assuma coisas que não foram ditas. Converse e aja com honestidade.

Óbvio que a responsabilidade que eu tenho com o Paulo é muito maior, afinal nove anos e não são nove anos a toa, mas ainda sim, com cada pessoa com quem eu me relaciono, eu faço de tudo pra não ser uma escrota (posso falhar? Sim, mas tamo aí tentano melhorar).

Eu escrevo esse texto por causa desse vídeo da Hel Mother:

Não que eu tenha muita experiência no campo “sexo casual”, não tenho, costumo mais sair com amigos, mas saí com algumas pessoas graças ao maravilhoso (ou não) aplicativo Tinder. Todos os caras com quem eu saí sabiam, de antemão, que eu já estava num relacionamento e que nosso acordo permitia que eu pudesse ficar com outras pessoas, ele sabiam que eu não estava em busca de um segundo namorado. O primeiro que eu cheguei “aos finalmente” confesso que não foi a melhor transa da minha vida, mas o papo com o menino rolou tão de boa que eu perguntei se iríamos nos ver de novo, sim foi a resposta, mas as semanas se passaram e não houve uma segunda vez e ele foi desaparecendo, deu desculpas e eu cansei, simplesmente bloqueei ele do whatsapp (não, não foi muito maduro da minha parte, confesso).

O segundo tinha a pegada ótima, química excelente e estávamos nos dando super bem. Esse já sabia que eu queria algo mais próximo de uma amizade-colorida. Mas o roteiro foi exatamente como o primeiro (a diferença que o sexo foi ótimo e a cara de decepção dele quando eu não quis tomar café com ele). Até esperei uns meses pra ver se rolava de novo e não, não rolou (uma pena, R. acho que poderíamos nos dar super bem ¯\_(ツ)_/¯).

O terceiro eu dei like no Tinder por dois motivos: ele parecia gatinho e porque queria amizade-colorida. E rolou. Rolou super de boas. E ele continua conversando comigo, mas não ainda não tivemos um segundo encontro para eu bater o martelo, mas ele se mostrou aberto.

E isso meio que quebra o argumento que mulheres que fazem joguinho, eu sempre estou aberta a honestidade e sou bastante honesta às minhas expectativas, mas ainda sim, homens por medo ou insegurança ou, sei lá, babaquisse, somem da minha vida. Essa é a pior parte do sexo casual, esse medo imbecil que toda e qualquer mulher vai se apaixonar por um cara que lhe der atenção após o sexo. Não, homens, superem. Aliás, minha parca experiência com mulheres me mostra que elas são muito mais tranquilas e sinceras, uma inclusive após meses sair comigo e com o Paulo chegou e disse: “foi ótimo, mas estou em outra”. E tudo bem, seria ótimo se as pessoas pudessem ser sempre assim.

Por favor sejam assim.