Giovana Fiuza
Jul 10, 2017 · 1 min read

É possível alguém que não sabe amar, escrever um texto sobre amor? Acredito que sim. Aliás, tanta gente escreve sobre tanta coisa que não sabe e sempre acaba aparecendo alguma bobagem. O problema é que o amor não é “qualquer coisa” que todo mundo pode sair falando por ai, sem se importar em medir as palavras ou encontrar o momento certo pra falar dele. Ou é?

Eu vejo muita gente falando de amor. Às vezes acho que as pessoas fazem algum curso para ter tanta intimidade e proficiência sobre o assunto. Mas, eu sei que isso não existe. Falar de amor me dá arrepios. Em todos os sentidos. É mistério puro, uma incógnita. Um quebra-cabeça eterno, um vai e vem sem fim, a luz e o túnel.

Ah, o amor. O que é então? Não sei o que é, mas sei que é extremamente difícil de por em palavras. Acho o vocabulário escasso pra definir o que se sente. Eu sei que ele se molda. As situações que envolvem o amor são infinitas e imensuráveis. E, quem diz com propriedade que entende tudo sobre o amor é, realmente, muito ousado. Eu, infelizmente, não sou essa pessoa. Escrevi esse texto procurando entender como seria falar de amor, sem saber, de fato, amar. Posso dizer que tive que improvisar. E, talvez, o amor seja apenas isso: um imprevisível improviso.