Papo de Botech #2 — hospedagem

Resolvi abrir o Papo de Botech dessa semana com uma conversa sobre hospedagem. Embora pareça um assunto áspero e insípido, no fim das contas, quando você precisa colocar um site ou aplicativo no ar e não pensou nisso desde o começo, o bicho pega. Então se é pra dar a dica, aviso já: você precisa entender um pouco sobre a importância da hospedagem no seu projeto.

Hospedar é isso mesmo que você imaginou, acomodar alguma coisa, por algum tempo, em algum lugar. O nome desse lugar é servidor, e ele nada mais é que um computador — ou um monte deles — preparado pra receber o que quer que seja: seu site, intranet, aplicativo, game… Quando seu projeto estiver na internet (o nome disso é “publicado”), o endereço que as pessoas colocam no navegador conduz direto pra esse servidor, onde tudo está hospedado. Pronto, isso é hospedagem!

Vemk que eu te hospedo!

Acontece que, da mesma forma que você prepara a sua casa para quando for receber algum hóspede, o mesmo acontece com seu projeto. Mas nem todo mundo tem um GP (Gerente de Projetos) pra pegar na mão nos momentos de dúvida, ou uma equipe de TI à disposição, então é importante entender os caminhos pra que, desde o começo, alguns pontos fiquem claros e você não tenha surpresas no futuro: custos adicionais, site fora do ar, lentidão, etc.

Vamos imaginar que nós (empresa e parceiro digital) temos um parente em comum (o projeto), que vem de longe pra passar um tempo com a gente. A primeira pergunta é: onde ele vai ficar hospedado, aqui ou aí? Se esse visitante se hospeda na sua casa (cliente), pode ser que existam regras e rotinas que devem ser obedecidas pra que tudo funcione bem.

Eventualmente, nessa casa pode-se usar um idioma específico (linguagem de programação), ou talvez não seja permitido que desconhecidos entrem e saiam a qualquer horário, e assim teremos que passar o dia todo dentro da casa pra poder interagir com este parente (algumas empresas não permitem que os parceiros digitais acessem seus servidores, resultando em um trabalho com equipe alocada nas dependências do cliente), ou talvez este visitante não consiga dormir nunca e a casa necessite de recursos pra que ele fique sempre ligado.

Ligadão, não sai do ar nem por decreto.

Entender se este visitante virá sozinho ou com a família toda ou se o visitante pretende dar uma festa e chamar todo mundo para dentro da sua casa (olha aqui o investimento de mídia derrubando seu site…), também muda a forma de pensar a hospedagem. Para que estas questões sejam esclarecidas é fundamental que as duas pontas dialoguem, cliente e parceiro digital.

O TI é o grande aliado aqui, especialmente em casos onde a hospedagem ocorre em seus servidores. Neste caso o TI é dono da casa e todo mundo sabe como é cuidar de uma casa inteira: é muitacoisaaomesmotempoagora. Seja prudente e trabalhe com antecedência, envolva seu GP ou time de TI desde o começo, coloque seu parceiro digital em contato direto com essas pessoas e tudo ficará bem.

Viu que simples? Assim como com os parentes distantes, hospedar o seu projeto requer algum planejamento prévio, preparo e depois, é só curtir a viagem!

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