Papo de Botech #3 — design responsivo

Toda vez que eu converso com algum novo cliente sobre a construção de um site, de uma forma ou de outra esse assunto aparece: o site tem que caber na tela do celular. É uma preocupação, quase um pânico, em cima de algo que é muito simples (mas que pode gerar dores de cabeça incríveis).

Falar sobre design responsivo tá manjado, eu sei… Mas é importante!

O design responsivo é o que faz com que seu site se encaixe na tela do celular, do tablet e de infinitas resoluções de tela, já que cada pessoa normalmente é portadora de mais de um equipamento diferente. Mas isso só acontece porque houve, antes da etapa de programação (que chamamos de desenvolvimento), todo um planejamento a respeito do comportamento dos elementos do site (texto, imagens, animações) nestes cenários diversos.

Então, depois de estudadas as respostas (por isso, responsivo) do site aos diferentes formatos de tela (que chamamos de resoluções), podemos criar esses desdobramentos para os “comandos”, que funcionam como dados dizendo ao site “ei, você está na resolução de tela X, responda com o layout X” ou “olá, você está na resolução de tela B, responda com layout B”. Na prática, são linhas de comando e ajustes de criação pra que a coisa toda funcione bem.

Até aqui, sem grandes feitiçarias, não é? Sim, só que não.

O sonho de todo gato é ter uma caixa responsiva… (:

O design responsivo é algo que merece ser discutido na primeira conversa do seu projeto, pois ele impacta diretamente no desempenho do seu site. Eventualmente, você pode estar criando algo que se restringe a um time que é portador de smartphones e notebooks padrozinados, e essa informação precisa chegar em primeira mão ao seu parceiro digital.

O parceiro, por sua vez, tem o dever (quase cívico) de entregar um site responsivo. Em tempos de mobile first não dá pra fazer a egípcia e fingir que tudo bem entregar um site que roda direitinho exclusivamente num 1024 x 768 pixels, assim como pode ser delicado pedir que o site seja responsivo aos 47 do segundo tempo; o impacto dessa conversa pode recair no cronograma e/ou orçamento do projeto. Sounds like a nightmare, right?

Por último, existem ainda aqueles casos em que o briefing começa com a convicção da necessidade de um aplicativo. Com as perguntas certas é possível identificar que a real necessidade é de um site que seja navegável também em smartphones e tablets, tão simples quanto isso. Se é só essa a questão, em muitos casos o site responsivo substitui o desenvolvimento de um aplicativo — o budget do ano agradece, inclusive. Se as questões para querer um aplicativo são outras além do funcionamento em smartphones… aguarde o próximo Papo de Botech. ;)

Pra saber um pouco mais tecnicamente, com gifs animados incrivelmente didáticos, clique aqui e pare de sofrer com esses pequenos detalhes diabólicos.

Cheers, até a próxima!
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