Papo de Botech #4 — linguagem

SQL, Java, PHP, HTML5: às vezes parece que o mundo da tecnologia é um aglomerado desordenado de siglas. A primeira vez que fui atropelada por esse tsunami de letrinhas desconhecidas bateu aquele sentimento “tela azul do Windows” e me vi obrigada descarregar um punhado de perguntas ao nerd mais próximo — no caso, meu chefe.

É ASP.NET pra lá, Phyton pra cá, e no fim das contas é tudo muito simples. Uma linguagem de desenvolvimento (ou de programação) nada mais é que um idioma. Isso mesmo: um “sistema constituído por palavras e por regras gramaticais que permitem a construção de frases e que é usado como meio de comunicação, falado ou escrito, pelos membros de uma mesma comunidade linguística”.

Certeza que essas siglas vieram do… Esperanto!

No nosso caso, o idioma (ou língua/linguagem) é usado como meio de comunicação entre o programador (ou desenvolvedor) e a máquina (computador), de modo que, quando uma frase (linha de código) é escrita o computador consegue entender que aquilo é um comando que se manifestará de alguma forma para quem está acessando aquele conteúdo (você, apertando o clique do mouse).

Assim como em diferentes países e culturas encontramos diferentes idiomas, o mesmo acontece entre programadores: cada um sabe uma ou mais línguas. Uns falam um pouquinho de cada, outros são poliglotas e dominam idiomas complementares, enquanto outros conhecem determinada língua tão profundamente que são considerados especialistas e possuem um poder criativo altíssimo!

As diferenças culturais se aplicam aqui como a distintas aplicações de cada linguagem de desenvolvimento: umas servem para fazer bancos de dados, outras pra fazer a “cara” do site/aplicativo/sistema, outras exclusivamente pra aplicativos, outras pra bem mais do que uma única função. Seria o mesmo que pensar, por exemplo, no inglês enquanto língua difundida em diferentes países em contraponto ao Pawnee, que só é falado por índios em Oklahoma.

Concorde e continue lendo: vai fazer sentido no final.

Essa difusão acontece pela simplicidade, diferentes formas de aplicação e até mesmo por requerer certificações, fazendo com que os investimentos em desenvolvimento mudem de acordo com a linguagem escolhida, já que alguns perfis de programadores são mais raros de encontrar.

Você não precisa ser um gênio das linguagens pra começar o seu projeto, mas deve prestar atenção a este detalhe se quiser otimizar custos e, principalmente, se a hospedagem do seu projeto ocorrer dentro do servidor da sua empresa. Fale com seu time de TI, eles podem pedir que o desenvolvimento aconteça atendendo a pré-requisitos também de linguagem.

Diquinha de ouro: no Google os resultados por “linguagens mais usadas” são diversos, dá pra se informar rapidinho, olha só esse infográfico aqui. E também, leia os demais Papos de Botech; eles farão sentido quando você ler o que está por vir. ;)

Um brinde e até a próxima!
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