Papo de Botech #5 — aplicativos (parte I)

Finalmente chegou a hora de falarmos sobre aplicativos, esses objetos de desejo digitais dos dias atuais! Semana sim, semana também, tem briefing de aplicativo rolando. E tá tudo bem, faz mais do que sentido — em boa parte dos casos — querer ter um aplicativo; e uma das coisas legais de lidar com tecnologia é justamente o fato dela abrir possibilidades de respostas diferentes para a mesma pergunta.

Por causa dessa complexidade este Papo de Botech será especial: fatiado em duas partes, pra que possamos avaliar com calma cada aspecto do tema. Falaremos primeiro sobre as linguagens de desenvolvimento (recomendo dar uma passada no Papo de Botech #4 pra não se sentir perdido aqui), já que elas delimitam muito das funcionalidades, ditam o investimento e impactam nas demais escolhas no desenvolvimento do app.

É mais simples do que parece: você vai ficar impressionado!

Em linhas gerais, aplicativos podem ser desenvolvidos em linguagem nativa, que é como chamamos as linguagens de programação específicas de cada sistema operacional (iOS e Android, os mais populares) ou em linguagem híbrida, que são aquelas onde há pontos em comum no desenvolvimento do app. Por isso precisamos pensar na linguagem de desenvolvimento do app assim como discutimos as opções para sites, sistemas e bancos de dados.

O sistema operacional é onde tudo acontece. No seu smartphone Apple, o sistema operacional é o iOS, que usa a linguagem chamada X Code, enquanto em aparelhos Motorola ou Samsung a linguagem é específica para o sistema Android. Isso significa que se você precisa de um app que funcionará somente em aparelhos com o sistema operacional Android, você pode desenvolvê-lo em linguagem nativa. Outros pontos de decisão podem ser a necessidade de acessar recursos do celular, como a câmera, gravador de áudio ou GPS, ou mesmo o investimento que se deseja fazer no desenvolvimento.

Respire fundo e entoe o mantra “não é tão complicado quanto parece”. Vai dar tudo certo!

Na outra ponta temos as linguagens híbridas, aquelas que se adequam a mais de um sistema operacional e conseguem resolver o desenvolvimento de uma só vez, sendo esta uma das vantagens do uso destas linguagens. Há uma gama de linguagens disponíveis hoje e cabe definir quais serão as funcionalidades do aplicativo para fazer a melhor escolha. A questão dos profissionais disponíveis e qualificados também se aplica, assim como a avaliação do valor do investimento desejado. Outro aspecto que deve ser notado é que aplicativos desenvolvidos em linguagem híbrida tendem a ser mais lentos que os de linguagem nativa.

Até aqui, tudo bem? Este é o primeiro capítulo pra esclarecer lá na frente o que chamamos de aplicativos nativos, híbridos ou web app. No próximo Papo de Botech contarei tudo a respeito da arquitetura dos aplicativos, suas permissões e limitações, para então encerrar com um cruzamento dessas informações e um diagnóstico das diferenças entre estes três perfis.

Pegue um drink e relaxe que na semana que vem tem mais!

Pode ficar sossegado, no final tudo fará sentido.
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