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Uma História Sem Título

II - Porque nomes agora são insensatos

Photo by Celine Sayuri Tagami on Unsplash

Pensando aqui neste recluso instante de escrita, me volto para a observação da inocente natureza dos animais. Se eu fosse alguma Alta Entidade Divina e tivesse que escolher a Espécie que dominaria a Terra no Momento da geração da vida nela, a Animal seria minha imediata escolha. Animais são Seres formidáveis, senhores da simplicidade que muitos Humanos sequer possuem desde crianças. Animais são Seres fantásticos, dotados da natural humildade que não nasce com muito Ser Humano bastante conhecido ou desconhecido. Animais são Seres cosmicamente elevados, carregando os comportamentos que todos nós, Humanos, deveríamos replicar por serem os mais coerente com a Realidade Natural. Por isso, os Animais são melhores do que cada um de nós, possuindo apenas a ausência da voz como a maior diferença que nos separa. Inteligentes e raciocinantes, diferentes do que a crença popular crê, são exemplos do que é estar verdadeiramente conectado com a Natureza e todos os demais Seres Vivos. Bem acima de muitos Humanos eles estão, principalmente de exemplares da nossa Espécie como o Pseudopresidente da República Jair Messias Bolsonaro. Um indivíduo que se encontra abaixo dos Animais, assim como todos que ainda seguem apoiando-lhe em tudo que ele é, faz e diz.

Diria eu que foi até importante aquele infame Pronunciamento feito na noite do dia 24 de março de 2020. Importante porque o Pseudopresidente, praticamente, demonstrou sua ineficiência, inaptidão, inadequacão e inadaptacão dentro do cargo presidencial de um dos países com mais potencial de crescimento no mundo. Crescimento em termos de uma sociedade unida neste momento, combativa de um Mal em comum, o Coronavírus gerador do Covid-19. Ironicamente, ao discursar com a já conhecida agressividade e indevido uso da Língua Portuguesa, o Pseudopresidente se enforcou com a própria corda que pretendeu esticar contra as medidas da OMS que todos os demais Governantes mundiais, Verdadeiros Presidentes de seus países, estão seguindo à risca. Bolsonaro não se importa com quem é mais frágil, com quem nem tem condições de comprar um fraco de álcool em gel ou o básico de alimentos e demais produtos para a própria subsistência durante a Quarentena. Insensível e catastrófico no famigerado discurso, que entra para a História como a assinatura de uma tentativa de assassinato do povo de nosso país, ele conseguiu reunir Esquerda, Direita e os que não seguem qualquer uma destas Ideologias contra ele. O meu caso é ser alguém presente no último grupo, não gosto de Ideologias separatistas como aquelas, armas nas mãos de guerrilheiros pseudoculturais como Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Paulo Ghiraldelli. A união se fez, mas será o suficiente para conter as inacreditáveis loucuras do Pseudopresidente?

Ontem, 25 de março de 2020, duas atitudes se destacaram: os Governadores dos Estados Brasileiros foram unânimes em continuar acatando as determinações da OMS; e o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, corroborou a fala de Bolsonaro. Fica claro que não se trata de politicagem no caso dos Governadores a orientação de continuarem a seguir o curso da defesa da população, mesmo contra os autoritários impropérios e posturas de Bolsonaro. No caso de Mandetta, o que podemos ver é um cuidado primoroso para que ele não seja alvo da raiva e do ódio em torno do Pseudopresidente e dentro deste próprio. Endossando as grotescas barbaridades daquele ao qual é obrigado a obedecer, torna-se nítida a impressão de que ele está em uma situação extremamente complicada. Se ele contestaste no dia posterior a fala do outro, com fortíssima convicção baseada no que dias antes veementemente defendia, perderia o Cargo Ministerial. Passando a estar dentro da cadeia de pensamento bolsonarista, liderada pelos absurdos filhos do Pseudopresidente, ele se manteve atado ao tresloucado texto descaradamente recitado por aquele em Cadeia Nacional. Se o Ministro pudesse saber a dimensão do que ontem vi nas ruas, não estaria tão convicto em apoiar uma brutalidade irracional genuína.

Ontem, ao sair para buscar mantimentos, vi pessoas assustadas, mesmo que aparentemente demonstrassem calma e harmonia. Olhares desencontrados e um certo desconforto com toda a situação que nos acomete eram bastante visíveis. Filas em bancos quase se tornando quilométricas eram comuns, o que muito aumenta o risco de assaltos. Idosos, muitos idosos, também vi, nas filas dos bancos e nos ônibus que peguei para chegar onde eu pretendia ir. Em certos lugares, vi aglomerações em bares, pessoas bebendo e conversando, com música alta ao fundo. E no caminho, dentro do ônibus, mais idosos vi pelas calçadas, sozinhos ou acompanhados. No geral, a maioria das ruas estão desertas, lembrando cenários de Séries como The Walking Dead e Fear The Walking Dead, guardadas as devidas proporções. No retorno para casa, mais idosos, mais aglomerações em bares e, quase esqueci de citar, algumas crianças e adultos em outras ruas. Afirmo que, se o nosso Pseudopresidente fosse um Verdadeiro Governante, firme na posição de guerra contra o Coronavírus, toda a população brasileir, agora mesmo, estaria verdadeiramente levando a sério a situação. Não adianta eu aqui e você aí, apenas, contribuirmos contra o avanço da praga que desce cada vez mais sobre todos nós. O exercício pleno e diário de contundente conscientização deve ser de todos, mas sem o aval e o direcionamento de uma Voz De Comando precisamente ordenadora da população, fica tudo muito desregulado no combate proposto pela OMS. Bolsonaro somente usa a voz para comandar ataques políticos e pessoais contra seus desafetos diversos, como foi feito ontem na reunião com os Governadores em relação a João Doria, de São Paulo. O Vice-Presidente, Hamilton Mourão, ao lado dele, apenas balançava a cabeça, claramente desaprovando a atitude do Ser que estava ao lado dele. Agora, os Governadores querem dialogar apenas com Mourão; mas, essa mudança seria mesmo boa ou geraria mais atritos ainda em relação ao continuar do processo de embate promovido constantemente pelo Pseudopresidente?

O importante aqui no Brasil, agora, seria uma infinda unificação de pensamentos e esforços em prol da necessidade de forças conjuntas contra o Coronavírus. Entretanto, disputas movidas pelo nada excelentíssimo senhor Pseudopresidente da República atrapalham todo o esquema de guerra contra o avanço da Pandemia por aqui. Animais estariam unidos contra um grande mal em comum. Não apenas Bolsonaro, mas todos que seguem com ele, são inferiores a todos os Animais. Enquanto isso, as contaminações seguem por aqui. E as mortes aumentam em progressão geométrica.

Giovani Coelho de Souza
O INOMINÁVEL SER
26/03/2020
Quinta-feira
07:23 h


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