Por mais Jill Valentines nos jogos

Um dos jogos mais populares e famosos do mundo dos games, a saga Resident Evil completa 20 anos este ano. Com uma temática pouco abordada na época, onde reinava os jogos estilo puzzles e aventura, Resident Evil (Biohazard no Japão) aborda uma temática de zumbis com quebra-cabeças, poderia ficar horas e horas falando da saga e seu grande sucesso para criar lançamentos até hoje, porém irei abordar outro lado da saga como mulher, em especial pela sessão do lado feminino/feminista nos games: Jill Valentine. Sei que há outras personagens incríveis no jogo para serem faladas, mas nesse post darei o foco na Jill por ser a primeira mulher a aparecer no jogo.

Para quem não conhece; a história se inicia relatando uma série de casos de canibalismo que estavam acontecendo em Arklay Mountaim (Montanhas Arklay) próxima à cidade fictícia Raccon City. Um grupo especial denominado S.T.A.R.S (traduzindo para Esquadrão de Táticas Especiais e Resgate) é chamado para investigar o caso e o primeiro grupo enviado é a Equipe Bravo, porém eles acabam perdendo contado e a Equipe Alpha é chamada para o resgate. O grupo é formado por seis agentes, dos principais Chris Redfield e Jill Valentine onde acabam indo parar em uma mansão aparentemente abandona e por lá encontram os primeiros experimentos genéticos modificados, dentre eles zumbis e outros seres que depois causam um surto nos próximos jogos da saga. No jogo, você pode jogar com os dois personagens: Chris e Jill.

Quando comecei a jogar a saga, o que mais me impressionou na Jill foi sua personalidade; muitas mulheres abordadas nos games quase não tem um pano de fundo, às vezes só estão lá para serem resgatadas ou serem apenas uma “acompanhante” do protagonista, sem nada aprofundado tirando sua presença. Ao contrário desses estereótipo, Jill desde o primeiro demonstra paciência e até uma seriedade no jogo, afinal não é fácil lidar com zumbis, vilões e piadas ruins, que acabou virando memes entre os jogadores como “Jill, a mestra das destrancas” e “sanduíche de Jill”. A protagonista começou integrando a Força Delta do Exército Americano, ficou reconhecida pela habilidade em combate e o uso de armas e arrombamentos, por isso a piada “a mestra das destrancas”, fugindo dos padrões das habilidades ao criar uma personagem.

Ela é chamada para o Esquadrão Alpha dos S.T.A.R.S em 1996, tendo como função ser a comunicação entre as equipes. A personagem cria amizades com facilidade e assim que integra à equipe, ela faz amigos como Chris Redfield e Barry Burton. Ao longo da trama, ela demonstra ser forte e ao mesmo tempo é humanizada de forma que ela também precisa ser salva em certas ocasiões pelos personagens.

Sei que pode parecer que esteja desconsiderando outras personagens incríveis em outros jogos e não ignoro, pelo contrário admiro e tenho vontade de jogar, porém fico impressionada o quão foi bem construída uma personagem em um jogo feito há 20 anos. Se atualmente, a mídia está começando a abordar os jogos como algo bom, porém com boa moderação, e ainda perduram os preconceitos e barreiras tanto financeiras e de reconhecimento da profissão, imagina em uma época em que jogo era considerado como coisa de criança, sem importância.

Resident Evil é um jogo além de uma simples saga, têm uma renovação boa no enredo que conquistou uma legião de fãs e que faz bem o papel da representatividade da mulher feito há duas décadas, numa época ainda obscura para o mundo dos games com pouca visibilidade pelos noticiários e pouca diversidade tanto em tema como representatividade dos personagens.

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