Módulo II- Considerações sobre o texto “A importância da avaliação na formação do professor de língua estrangeira”, de Matilde Scaramucci.

Boa noite pessoas, peço perdão pela demora em postar meu texto falando sobre o texto da Scaramucci que eu e meus colegas lemos semana passada na disciplina de avaliação da aprendizagem em língua inglesa em contextos presenciais e híbridos do curso de especialização em ensino de língua inglesa, letramentos e tecnologias na educação básica. Pronto, situei todo mundo, agora, sem delongas, mãos à obra! (rsrsrrsrsrs) Achei o estudo e discussão do texto muito válido dentro da disciplina que estamos estudando, até porque quando comecei a ler pensei bastante no título do texto. Pensei, puxa, muito fala-se em avaliação pra cá, avaliação do aluno pra lá, que precisamos enquanto professores sermos professores com um olhar crítico-reflexivo…. ok! Mas e a formação do professor? E a importância da avaliação, de se estudar, discutir e preparar os professores em relação as problemáticas que envolvem o tema AVALIAÇÃO? Quando bati o olho neste texto da Matilde Scaramucci, lembrei na hora da minha própria formação, na qual a única disciplina que foi ofertada na faculdade que abordava o tema AVALIAÇÃO, foi uma disciplina optativa, ou seja, não foram todos os meus colegas professores que tiveram a mesma sorte que eu e mesmo eu com sorte, hoje, estudando no curso de pós graduação e em especial nesta disciplina, percebo que muitos assuntos importantes passaram batidos, principalmente esta questão que estou aqui escrevendo, que é sobre a nossa formação galera!!! Hoje, vejo o quão superficial são meus conhecimentos (em avaliação) e por conta disso, vejo o efeito que isso gera em minhas práticas. E os meus colegas que não tiveram nem esse conhecimento superficial? Scaramucci, traz em seu texto justamente essa problemática. A autora fala que o professor de línguas em específico além de ter uma formação precária, não desenvolvendo a capacidade linguístico-comunicativo, pouco se é abordado, discutido e orientado aos alunos nos cursos de formação a temática AVALIAÇÃO, (textos teóricos, com termos específicos, abordagens, estratégias, etc.) linkando essa teoria com a prática (por exemplo, os professores formadores de professores, poderiam orientar mais seus alunos nos estágios e aproveitar o momento para falar sobre avaliação). (Neste caso, estou dando uma sugestão para uma realidade de curso que eu conheço em Uberlândia. Não posso generalizar que em todas as universidades aconteçam assim, pois não sei se em outras universidades a disciplina de estudos em avaliação é ofertada como obrigatória ou optativa). Bom, minhas principais considerações são essas, com ênfase em minha própria experiência (no caso minha formação), deixo aqui para vocês algumas partes do texto da Matilde que achei interessante e fui fazendo alguns comentários também! Enfim, isso é tudo pessoal!! Tenham uma boa noite e ótimo descanso!

Taking some Notes:

  • O professor de línguas tem formação precária, não desenvolvendo a capacidade linguístico-comunicativo em níveis adequados para o desenvolvimento de propostas que se fundamentam em teorias sócio-interacionistas e comunicativas. (Freitas, 1996, dentre outros) (Apud Scaramucci 2006, pág 50).
  • Deficiências do paradigma da “racionalidade técnica” que tradicionalmente fundamenta a formação do professor. Essa racionalidade técnica, leva à formação de professores aplicadores de propostas, ávidos por receitas sem reflexão. (pág 51) — Uma sugestão seria a troca pela racionalidade prática, nas quais as soluções são propostas a partir da problematização e da reflexão sistemática e contínua. (Zeichener,1995; Schön, 1995, entre outros.

REFLEXÃO:

  • Pautada não somente em insumos teóricos;
  • Levar em consideração os insumos provenientes da cultura de ensinar/aprender/avaliar do professor, constituída pelas suas crenças e pressupostos teóricos.
  • Para Scaramucci, a formação de um professor reflexivo só faz sentido se vista na perspectiva ou associada ao contexto histórico sócio-cultural que ele atuar.
  • Reflexão para dentro: olhar para sua própria prática
  • Reflexão para fora: considerar questões sociais e políticas
  • A formação deveria capacitar o professor para que este seja sujeito de suas ações e não apenas execute-as
  • O professor ainda não está preparado para usar a avaliação como função diagnóstica e verdadeiramente educativa (pág 51).
  • Para Scaramucci, quando a avaliação tem um impacto positivo no ensino, essa torna-se um mecanismo propulsor de mudanças no processo de ensino/aprendizagem.

Linguagem para agir no mundo” (Scaramucci)

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