Carma

Escuto vozes longínquas de presenças que não são suas e eu sussurro o que vem à minha mente como uma tentativa de alcançar teus ouvidos como o faço constantemente. Eu rio sozinha e capturo cada momento desejando que pudesse estar para que cada um desses instantes fossem marcados por um comentário nonsense nosso. Meus primeiros longos dias estando longe de ti desde que chegou.

Ausência física não se torna uma problemática quando aprendemos que o sentir transcende o estar e você sempre está. Nas minhas palavras, conversas, sensações. Está em cada asana, cada céu noturno, em cada lençol de hotel, música, riso espontâneo, entrega sem medo, despejar-se sem julgamento, desejo de encontro, transbordar-se ao próximo, entrelace de mão, Dharma, olhos-nos-olhos, longas despedidas, escadas de incêndio, sorriso de cumplicidade, piquenique no cinema. Está no desejo constante e na contínua-lembrança. Na paz do encontro. Na leveza de ser sem medo. No despir da alma. Ser livre em todas as instâncias. Está presente na minha liberdade de ser e por isso tão presente mesmo que sem data marcada para ficar ou ir embora.

Não te peço para permanecer, mas nunca partirá porque ultrapassa a fugacidade do estar presente.

És o melhor carma que já me floresceu.

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