Paraquedas

O engraçado do amor – ou da reação química provocada pela troca de sensações silenciosas que o toque/beijo traz – é que você passa a sorrir abertamente dentro do ônibus às 6 da tarde de uma segunda-feira penosa.
Daí seu estômago começa a reverberar e comprovar de que, fatalmente, você caiu no conto da imensidão.
Você já não é mais só você, mas o outro.
Você treme com aquela mensagenzinha no meio da soneca no ônibus e você de repente se dá conta de que amar é um fato. Inerente. Corriqueiro. Cabal. Que você pode amar aquela pessoa mesmo estando de pé no terminal rodoviário porque cê imagina a propensão daquele sorriso e você cai nas graças e ri também. É isso: o engraçado do amor é a capacidade que ele entrega de parecermos humanamente patéticos e ensolarados.
Hoje a noite está fria mas eu queimo feito sol.
