a colisão de dois covardes

carol
carol
Nov 1 · 1 min read

e os destroços.

você olha para o que eu chamo de amor e corre
eu olho para o que você chama de amor e sinto falta
é muito pouco
não me sustenta
não me dá força
o que você chama de amor eu chamo de migalha
sinto muito por te dizer assim,
mas da nossa colisão só sobra ensinamento
agora nós sabemos o que nunca mais fazer em questão de amor.

existe um homem na linha do metrô em direção ao eldorado que canta de um jeito bonito
ele veio da Colômbia
certo dia, ele cantava sobre amor de um jeito doído que me fez lembrar o timbre da minha voz quebrando quando eu disse adeus. quando te disse que você ainda não entendia o quanto tinha me magoado. e talvez você nunca vá entender. talvez, quando se der conta, já seja tarde demais.
você saberá reconhecer quando o amor cruzar seu caminho novamente?

ou irá destroçar toda sombra de afeto
como fez com o meu?

o fato é que, quando dois covardes se encontram
e se amam
o mundo chora
deus chora
por ter que enxergar
de perto
o emaranhado da paixão se desfazer
até virar pó.

não coexistiremos jamais.

    carol

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    carol

    umas palavrinhas e flores por aí.