Você e o vinho, 15:17

Tomo o último gole de vinho e me perco, mais uma vez, nas lembranças da noite passada. Não que fosse preciso o álcool nas minhas veias para ainda te sentir junto a mim, até porque os meus sonhos dessa madrugada você invadiu, mas eu sei que nem se passaram 24h desde que te deixei na sua casa e já sinto sua falta.

Ainda não chegou 15h, mas as borboletas dentro de mim aparecem me dizendo que você está perto. E eu me preparo psicologicamente (eu sempre preciso de minutos de meditação para acalmar o coração antes de te ver) e leio a sua mensagem me dizendo que a cada dia você se apaixona mais por mim. As borboletas se mexem novamente e eu já não tenho mais controle sobre nada. Você nem imagina o poder que exerce sobre o meu corpo com o seu simples abraço ou sua forma séria-brincalhona de me dizer que estou linda. E as borboletas se mexem mais uma vez.

Agora você está longe, mas ainda vejo seus olhos penetrantes me penetrando. Ainda sinto seus lábios tocando a minha mão-com-gosto-de-cimento e você repete mais uma ou algumas vezes da forma mais simples e pura que possa existir. Me lembro do seu sorriso bobo que você logo soltou ao me ouvir dizer a sua visão política que eu nem ao menos conhecia. E eu apenas agradeci céu-Deus-estrelas-destinos por terem me levado e te trazido para mim. E com você, mesmo com o nervosismo e ansiedade, tudo fica bem. Passa o efeito do vinho, dos amores passados, das confusões que confundiu a minha mente. Passa, simplesmente tudo passa e só fica a saudade de você.

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