curiosaudade

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Às vezes, mas bem de vez em quando, me dá vontade de falar com você. Saber da sua vida nova, dos seus amigos e da sua namorada, por onde anda, o que tem feito. Não que isso mude muito no meu dia como era antes, é só a curiosidade batendo a porta agora.

Queria falar que com você aprendi as piores e as melhoras lições da minha vida. Descobri que t.o.d.a.s as coisas passam com o tempo, inclusive a saudade que eu achei que seria pra sempre e as suas etiquetas em todas as músicas e coisas que eu amo.

Aos poucos estou ouvindo Camelo sem nem lembrar que você existe (ou quase). Todo dia faço uma nova descoberta sem você, o que te deixa um tiquinho mais longe. E as pouquíssimas vezes que ainda fuço na tua vida me pergunto no que eu via tanta graça. Esse amor que você trouxe nos deixou tão besta. Tudo era você, sempre você. Me sinto estranha hoje de não conseguir lembrar do teu cheiro, do gosto e ainda assim estar bem. Muito mais realizada, feliz comigo mesma. Vai entender.

Não é que eu não acredite no pra sempre, sou tonta, você sabe. Só descobri que ele é mutante, como todas as melhores coisas do mundo. Como você, que mudou tanto que nem reconheço mais. E não quero nem pensar se isso é bom ou ruim, apenas respeito. Ou tento. Juro.

Basicamente, queria olhar bem no fundo do teu olho e te dizer obrigada pela última vez. Por ser responsável por grande parte do que eu sou hoje e por ter ido embora na hora certa. E dizer que aquele sentimento que eu senti desde o dia que vi um poste inteiro coberto com meu nome é e sempre será insubstituível.