Porque estou viva.

E para exercitar a letra cursiva.

Registrar meu diálogo mental.

Passar o tempo.

Fugir de mim.

Me conhecer.

Me entreter.

Criar o que ainda não existe.

Transformar feiura em tragédia.

E tédio em humor.

Escrevo para conhecer minhas ideias pessoalmente.

E puxar medos escondidos nas sombras.

Me desconectar.

Entrar no fluxo imaginário.

Permitir que a grande fonte criativa pingue por minha torneira mental.

Me afogar em imagens e diálogos.

Fugir.

Para ver se me encontro.

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Photo by Mayank Dhanawade on Unsplash

A pálpebra se fecha

libertando a lágrima

O peito dolorido

encharcado de medo

Medo de não ter

da luz se apagar

e do fio se romper

A angústia

dói

lateja

aperta a garganta

Medo de ficar vazia

da luz apagar

e de voltar ao mesmo lugar

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