Mãos

As minhas eram pequenas, macias, donas de um pulso firme e delicado, e unhas cuidadosamente lixadas e não tão bem pintadas.

As suas eram grandes, rígidas, com traços fortes e um pulso rígido; abrigavam algumas cicatrizes e unhas sempre roídas.

As minhas te seguravam, te puxavam pra mais perto e impediam sua ida; se entrelaçavam no seu pescoço e passeavam pelos seus cabelos.

As suas me pressionavam pra mais perto, descendo das minhas costas até alcançarem minha cintura, e sua estabilidade me impediam de sair.

As minhas corriam pelas suas costas e de vez em quando causavam grandes arranhões.

As suas me apertavam com força e eram responsáveis por sensações e eventuais marcas.

As minhas não conseguiram te segurar.

As suas se desvenciliaram.

As minhas estão frias.

As suas estão longe.

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