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Comunicação do Futuro: Empatia na Era Digital

Giulia Avventurato Matos
May 13 · 2 min read

Giovanna Morais, Victória Marques e Giulia Avventurato Matos

Photo by Jens Johnsson on Unsplash

O Décimo Encontro de Comunicação do Futuro reuniu profissionais e estudantes interessados em debater a empatia no mundo digital, tema da vez. Durante uma manhã, os palestrantes convidados pela Corall Comm colaboraram com as suas visões e experiências a fim de fazer um preview do que será a interação dentro do mundo corporativo e fora dele.

Felipe Brescancini, fundador do Think Twice BR e co-autor do livro “Experiência de Empatia pelo Mundo”, começou sua palestra falando sobre a importância de exercícios empáticos e a ideia de se reconectar. Passou por 40 países em 400 dias, e ressaltou a importância de trabalhar a presença e a capacidade humana para então respeitar e assimilar a perspectiva do outro.

Em seguida Pollyana Ferrari, pesquisadora e professora da PUC-SP, resgatou as falas de Felipe e alertou que a falta de entendimento e assimilação da realidade do outro se consolida nas fake news. Para ela, “a desinformação é o câncer social”, um tecido que nos ocupa completamente em grande parte das nossas vidas. Em conjunto com as redes sociais e o “boom” do Facebook em 2004, tudo e todos se tornaram mídia, inclusive as marcas que ganham suas respectivas plataformas digitais.

Depois de um pequeno intervalo, o coach ontológico da Corall Comm Marcelo Ribeiro dos Santos abordou como o processo empático começa individualmente e se projeta na forma como nos portamos. Ele iniciou sua palestra propondo um momento de auto reflexão, pois defende que “para se conectar com alguém é preciso se conectar consigo mesmo primeiro”. Ainda de acordo com Marcelo, a expressão é a chave fundamental de um relacionamento, pois, a todo momento passamos uma mensagem ao nosso interlocutor, mesmo que nao verbal. Refletir antes de responder ou mesmo não se pronunciar é uma das chaves para uma comunicacao nao violenta, por meio dessa avaliação construímos a empatia.

Por último, Fernando Lanzer encurtou sua palestra que fez no TED talks para explicar que as culturas organizacionais de cada país influenciam nos valores de das comunidades, e consequentemente na maneira de pensar de cada um. Ele explicou que o ser humano apresenta 4 dimensões: a espiritual, a racional, a física e a emocional. Culturalmente falando, os valores se posicionam no lado espiritual influenciam diretamente na forma como pensamos.

A empatia entra nessa lógica a partir do momento em que cada cultura preza por uma forma de comportamento. Lanzer deixa isso claro quando explica que o Brasil é o país que apresenta uma pirâmide mais social de relacionamento. Teoricamente, esse aspecto visa relacionamento, e logo é uma sociedade mais aberta a empatia, diferente da cultura competitiva que se tem nos Estados Unidos.

A seguir, um pouco do que foi esse encontro:

Giulia Avventurato Matos

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Antes de tudo, jornalista. Estudante da PUC-SP. @GiuliaAMatos