Point Shoes

A sapatilha de ponta é a grande coisa do balé. Não tem bailarina iniciante que não fica os olhinhos brilhantes por causa dela. Ver uma pirueta em cima daquilo então, meu deus, é demais pros nossos coraçõezinhos. Eu comprei minha primeira sapatilha há algumas semanas e foi muito legal. Eu ainda não faço nada demais nela, mas só a ideia de que, um dia, possivelmente, depois de muito pliè, relevè, vou fazer já era uma ótima sensação.

Dava quase que um medinho de subir nela por que era legal demais pra ser verdade. E bailarinístico demais pra ser eu fazendo. Meio que a mesma sensação que eu tive a primeira vez que eu peguei um carro. Ou quando eu fiz minha última prova do terceiro ano. Uma sensação mais ou menos assim:

Mas é óbvio que nem sabendo andar direto com ela eu já falei pra todo mundo que eu tô na sapatilha de ponta. Fiz duas aulas até agora e percebi que sem querer fico esperando a semana inteira pelo dia de fazer aula com ela. De vez em quando eu abro o guarda-roupa só pra olhar pra ela, mas aí acho que sou só eu mesmo. Me parece que depois de um tempo as bailarinas começam a odiar aquela sapatilha por causa da dor e tal, mas eu nem consigo me imaginar odiando essas mocinhas tão lindas.

Não achei que a ponta dói tanto quanto parece. Acho que é por que tem toda uma preparação psicológica das professoras sobre como a sapatilha é difícil e a gente pode se machucar muito feio e que as unhas vão ficar pretas e cair e que a gente nunca mais usar um chinelo de dedo. Ainda piora com aquelas fotos que a galera compartilha dos pés todos fodidos das bailarinas

Pézinho de vilão da Disney

Eu faço balé há pouco mais de um ano e é a única atividade que eu fiz por tanto tempo assim. Eu enjoo muito fácil das coisas. Meio que eu sou a pessoa sem DDA com mais DDA de todas.

Mas com o balé eu sei que é diferente por que se pra sair com os meus amigos eu já tenho preguiça de me arrumar, imagina amarrar o cabelo com grampo, e por meia calça. É um saco, mas, mesmo assim, todo dia de segunda à sexta eu tô lá na labuta.

Like what you read? Give Giulia Olenka a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.