Olimpíadas 2016

Nosso receptivo país anseia muito calorosamente mais um evento esportivo: as Olimpíadas! Porém, dessa vez, mais do que na Copa de 2014, o Brasil está sendo um alvo polêmico.

Estamos em meio a uma epidemia que tem cada dia se alastrado mais; o Zika vírus. Isso tem preocupado muitos atletas, principalmente as mulheres, e instigando muita revolta em estrangeiros envolvidos. Nota-se um evidente ar de ofensa nas matérias escritas e reportagens quando dizem que a melhor opção seria cancelar as Olimpíadas. Lee Igel, professor e especialista em tomada de decisões esportivas alegou que o Brasil já estava despreparado, deixando a desejar no quesito saúde e segurança. Com uma epidemia dessas, colocando tantos atletas em risco, bem como os turistas, seria viável passar a vez e cancelar o evento.

Já os especialistas brasileiros se defendem argumentando que no período decorrente das Olimpíadas, as chuvas se cessariam e diminuiriam os riscos. Mas não podemos amenizar o fato de que ainda haveriam sim muitos casos, e, mesmo que tivesse diminuído, o rebuliço da epidemia ainda seria bem recente. Daí surge a preocupação de ficar “feio” para o Brasil deixando de assediar as Olimpíadas. Mas, francamente, não adianta reforçar campanha de combate a dengue, repaginar hospitais ou levantar hotéis se há tempos isso já não era prioridade para atender a população brasileira. Feio seria ler relatos constrangedores a respeito de atletas gravemente adoecidos (se bobear até mortos) por conta da falta de competência junto com preocupação somente com status.

Só podemos oferecer algo que nós temos. Fazer tudo as pressas e usar argumentos arranjados com medo de como vai parecer não é nada nobre. Passar vergonha é pior, Brasil.