Quer uma big idea? Entenda mais de big data.

Montagem feita a partir do lendário anúncio Think Small para o Volkswagen Beetle. A peça foi criada na DDB pelos criativos Helmut Krone(diretor de Arte) e Julian Koening(redator). Fonte: Wikipedia

Coisa boa era ser publicitário nos anos 60. Esses caras eram poderosos. Se não definiam os rumos da cultura de massa, tinham grande co-responsabilidade pelo o que as pessoas conversavam, vestiam, comiam e sonhavam. Seus nomes viraram síntese de criatividade, genialidade e poder. J Walter Thompson, Young & Rubicam, McCann Erickson, Ogilvy e Doyle Dane Bernbach(DDB) e tantos outros deram nome a empresas com sedes nos quatro cantos do planeta.

Por aqui, tivemos e ainda temos nossos heróis. E sim, eles também colocaram seus nomes nas portas. E desde então, somos um dos mercados mais admirados do mundo. Nossa capacidade de transmitir uma ideia de modo simples sem ser simplório, emociona, orgulha e inspira. Por aqui, o que fazemos é coisa para inglês ver.

Mas a coisa mudou. E como mudou.

Em Cannes de 2015, Amir Kassei CCO da DDB, apresentou seu painel bombástico Do This or Die. Ele sugeriu que a indústria publicitária vinha perdendo conexão com o real propósito da profissão: ser relevante para a vida das pessoas.

O Grupo Publicis anunciou durante o Festival desse ano, que abrirá mão de participar de festivais em 2018 para investir no Marcel, sistema baseado em inteligência artificial.

Em artigo da Advertising Age e republicado pelo Meio & Mensagem, a Procter & Gamble, maior anunciante do mundo, afirma que está incentivando os maiores players na criação de uma “nova geração de anúncios digitais”. Marc Pritchard, chief brand officer global da P&G ainda disse que parou de investir em anúncios de 30 segundos e que está na hora dos profissionais de marketing e das empresas de tecnologia pensarem em como não irritar as pessoas com anúncios irrelevantes.

Nizan Guanaes, voltou ao comando da DM9 para resgatar a essência da agência fazendo a boa e nova propaganda.

Romeo Busarello, Diretor de Marketing da Tecnisa acredita que a era dos palpites acabou e que os dados falam mais alto. Dominar o matemarketing é ponto de partida para que a big idea encontre o big data.

Remix inspirado em um grande clássico da propaganda. O Poster "I never read The Economist.” Management trainee. Aged 42. A criação é da AMV Londres. Fonte: http://collections.vam.ac.uk/

Eles e muitos outros estão quebrando a cabeça. As constantes inovações e o crescimento dos meios digitais estão fazendo com que toda a indústria se pergunte sobre um modelo sustentável para os próximos anos.

Pra mim, está mais que na hora de incorporar as diversas abordagens e ferramentas que a tecnologia nos possibilitou ter acesso. Não basta achar que ser criativo é sentar numa sala com meus pares e tirar leite de pedra. Precisamos falar de KPIs, métricas, smart objectives, consumer journey, SEO, SEM e uma infinidade de conceitos e ferramentas que pipocam todos os dias. Mais que isso, saber plugar a subjetividade criativa nesse mundo lógico é o nosso trunfo. É que nos faz relevantes.

Os parceiros da Udacity para o NanoDegree de Marketing Digital.

Então, pra continuar de pé no meio de tanta reviravolta, decidi fazer o Nano Degree de Marketing Digital da Udacity. Acredito que essa seja uma, de um conjunto de decisões, que me farão à prova de futuro. Diferente do que o Don Drapper dizia, hoje o nosso trabalho é quase uma ciência exata. Ficou chato? Não acho. Nunca a criatividade foi tão necessária para juntar razão e emoção. Números não emocionam, não inspiram e não inovam. Já a maior tecnologia criada ainda é a mais importante: o cérebro. Depois disso espero um bom ROI.