O IMPEACHMENT É O RESULTADO DE UMA DIFICULDADE EM LIDAR COM A DEMOCRACIA

Ao se confirmar hoje o afastamento definitivo de Dilma Rousseff da presidência, a perda de poder por parte da esquerda terá um simples significado, a dificuldade das esquerdas em aceitar a Democracia como sistema político. Seja no Brasil, na Venezuela e por toda parte onde o esquerdismo chegou ao poder pelo voto popular, houveram com mais ou menor sucesso tentativas de “moldar” a democracia aos seus desejos. O caso mais grave foi a Venezuela que teve sua Constituição completamente modificada por Hugo Chávez para se perpetuar no poder. O mesmo vem ocorrendo no Equador, na Bolívia, na Argentina na era Kirchner e o Brasil do PT.

Durante depoimento da presidente afastada ficou claro que nem ela ou o partido que representa consideram a lei de responsabilidade Fiscal algo importante, de relevância suficiente para depor um presidente da República. Na mentalidade da Esquerda a lei que obriga o poder executivo a lidar com os recursos públicos de forma eficaz e responsável é um empecilho ao projeto de poder de governar eternamente.

É fato que o PT não assinou a Constituição, nem o Plano Real, muito menos votou a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal, criada no período do Presidente Fernando Cardozo. Isto já era um sinal de que o partido haveria de atentar contra essa mesma Lei e governaria através de maquiagens contábeis para esconder os erros de uma gestão fraudulenta que nos mergulharia na crise.

Na América Latina todas as esquerdas que governam ou governaram Estados Nacionais deixaram rombos fiscais monumentais, trouxeram de volta velhos modelos como congelamento de preços, hiperinflação, filas e desabastecimentos de produtos, falência de empresas, reestatizações e um aumento significativo da burocracia.

A Esquerda fingiu ter evoluído dos velhos modelos marxistas comunistas ditatoriais, não por muito tempo, verificamos hoje que esteve sempre presente nestes ditos partidos socialistas democráticos gotas de autoritarismo, repressão, mentiras e o ultrapassado populismo. Restou a eles o vitimismo como instrumento final. Restou a presidente afastada usar sua doença como tentativa de convencer senadores ou contar velhas mentiras como cárcere nos anos 70, ou as torturas sofridas. Faltou algum senador com mais coragem para ler os nomes das vítimas assassinadas por grupos de guerrilha que a ex. presidente participou, seja pelo COLINA ou VAR-PALMARES, são mais de 30 mortes nunca investigados, muitos foram esquecidos nestes 30 anos de democracia porque a Esquerda dominou o aparelho investigativo de crimes cometidos no período do regime militar. Decidiu-se assim, que certas vítimas não eram importantes, não merecendo um maior detalhamento.

Enfim, o longo processo burocrático de Impeachment que se arrastou por meses irá encerrar-se hoje, seja lá qual for o resultado, será preciso discutir o atual sistema presidencialista, que morreu na UTI. Hora de enterrar ou cremar esse cadáver.

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