Biênios e egos

10 anos em 2

Seja quem for o presidente do Sport, sempre ouvimos o discurso de que “o Sport é grande e vai brigar em cima”. Junto à isso, convivemos com outra frase que tem marcado o Leão, nos últimos anos:

Nosso objetivo é a Libertadores.

Todo e qualquer time que almeja ir ao torneio sul-americano, precisa conquistar algo muito importante antes. Esse “algo” ainda falta ao Sport.

Falta bastante, por sinal.

Para montar um planejamento sério, tendo como principal objetivo a classificação à Libertadores, o clube precisa ser estável na Série A.

O estável aqui, não é somente no sentido de apenas manter-se na primeira divisão; mas, sim, estar sempre entre os candidatos a conquistar tal meta.

Essa não é a realidade do Sport.

Antes de sair gritando aos quatro cantos que quer a vaga na Libertadores, o Leão precisa olhar um passo antes: para Série A. É preciso mudar a forma como o futebol é feito, para que o clube se torne uma real força no Brasileiro.

Ou seja…

É preciso quebrar paradigmas e costumes, para mudar de patamar.

Isso não é nada fácil!

Tal processo não é feito em um biênio. Período dos mandatos de presidente no Sport. Para ter uma mudança desse nível, é preciso planejar o clube para 5, 10 anos.

Como clube, o Sport tem todo o potencial necessário para mudar de patamar. De fato, ser um clube que entra para disputar uma vaga na Libertadores.

O grande problema é acreditar que as pessoas que comandam o Sport consigam mudar seus costumes, quebrar paradigmas.

A cada biênio rubro-negro, a certeza que fica é que os planejamentos são feitos em cima de egos. O principal objetivo não é a Libertadores, mas ser o presidente que levou o clube a tal objetivo.

E o futuro do clube? E a mudança de patamar?

Isso sempre fica para o próximo biênio.

Like what you read? Give Glauber Holanda a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.