Nery acha limite de gastos muito baixo. Pablo duvida que iguale as campanhas e Ronny diz que está bom

Legalmente a campanha eleitoral começa nesta terça-feira (16). É quando está autorizado fazer propaganda abertamente, usando os recursos que a lei permite, como carros de som e plotagem. Nesta manhã, antes da sessão, o vereador Ronny (PHS) mostrava fotos de carros plotados com seu nome e dizia que já estava com 150 veículos divulgando a candidatura.

Uma das principais novidades deste ano é que há um limite máximo para os gastos. No caso de Feira de Santana, R$ 66 mil na campanha para o Legislativo. É um valor abaixo do que Ronny gastou em 2012, quando, com despesas de R$ 71 mil teve a campanha mais cara.

Mesmo assim, ele, que preside a Câmara municipal, se diz satisfeito com o valor, afirmando que dá perfeitamente. “Pra uma cidade do porte de Feira de Santana, entendemos que é um limite que atende as necessidades. Coloca todos numa igualdade. É um valor que todos terão a possibilidade de fazer esse custo”, analisa.

Não é o que pensa o colega Alberto Nery (PT). Para ele, seria necessário pelo menos corrigir o valor gasto em 2012 pela inflação do período. De memória, Nery diz que seu gasto há quatro anos foi de R$ 80 mil. “Nós que fazemos a coisa certa e declaramos tudo, consideramos esse valor [R$ 66 mil] insignificante para fazer uma campanha”, avalia (na verdade, se for consultada a prestação de contas no TSE, consta como despesa de campanha de Nery naquela ocasião o valor de R$ 42.100,00. Atualizado pela inflação dos últimos quatro anos, estaria em R$ 55 mil).

Sobre o pleito deste ano, Nery lembra que todo recurso tem que ser contabilizado ainda que como estimativa, caso seja fruto de doação. Mesmo que seja doação do próprio candidato, como o carro particular. “O gasto com combustível também tem que ser abatido”, ressalta. O petista acredita que devido ao baixo valor permitido, os candidatos vão recorrer ao caixa dois, deixando de declarar despesas.

Pensamento idêntico ao de Pablo Roberto (PHS), o mais votado em 2012. Como Ronny, ele diz considerar o valor estabelecido para a campanha suficiente, mas acredita que quem tem mais, vai gastar sem declarar. “Vai gastar, seja de forma legal ou extraoficial. Acho que essa minirreforma aprovada pelo Congresso Nacional ainda não dá condição de igualdade para os candidatos”, critica.