A vida é pra morrer

Se você assistiu ao filme Marley & Eu, você viu bem como é a vida de um labrador. Comer o estofado do sofá, mangueira de água, vidro, etc… e bota etc nisso, são coisas do dia-dia.

É sempre intenso, sempre!

São todas as emoções num cachorro só: raiva pelos estragos, felicidade com o companheirismo, dor quando eles ficam doentes e tristeza quando eles se vão.

Hoje foi um dia deste. Ver nossa labrador agonizar de dor e sem força pra respirar mexeu, doeu.

Foram 15 anos de amizade e amor. Ela pulava na gente com a pata barrenta em nossa roupa branca, mas também sabia deitar ao lado do João recém nascido fazer silêncio e ficar com os olhos enamorados pela nova vida.

Linda! Foi sempre assim.

E no meio a tristeza, veio também a reflexão: Fomos feitos para morrer, pois também somos natureza. A árvore morre, o passarinho morre, o nosso cachorro de estimação morre e nós também.

Não morrer seria egoísmo!

Afinal, estes 400 compostos químicos e gases que geramos, servem para deixar o solo fértil e assim alimentar outras vidas que continuam depois que a nossa chegou ao fim, assim como qualquer outro adubo.

A diferença, é que adubamos não apenas com o nosso corpo, mas com ideias e inspirações. Ao irmos, abrimos espaço também para o novo que vem. Só é possível haver inovações, invenções e novas opiniões, se o velho se vai.

Enquanto não vamos, o negócio é nos reinventar e deixar morrer o que não nos serve.

Oxigenar o velho e viver a vida intensamente como um labrador antes de cumprirmos nossa missão é urgente, pois a vida também é feita para morrer!