Tanzânia: o código-fonte.

Kilima Njaro, montanha brilhante em suaíli. Com 5895m de altitude é o ponto mais alto de todo o continente africano.

Uma viagem na companhia dos amigos do bem: Evandro e Manoel.

A viagem começa com a chegada em Arusha, uma cidade ao norte da Tanzânia próxima da fronteira com o Quênia. A cidade fica a 3 horas do Parque Nacional do Kilimanjaro e a etnia Massai vive na região.

Dia a dia em um mercado Massai.

No primeiro dia fomos visitar um vilarejo Massai para o qual Manoel arrecadou fundos para a construção de poço de água. Já no caminho pudemos presenciar o que estava prestes a ser mudado.

Neste vídeo podemos ver como essa comunidade Massai vivia antes da instalação do poço de água e o acontece no dia da sua inauguração.
Um pequeno poço de água que os vilarejos próximos utilizam no período de chuvas, na seca precisam caminhar mais de 15 km para chegar até o próximo poço.
3 jovens Massai que aguardavam para pegar água do mesmo poço.

Antes da instalação do poço, os pais precisavam levar 3 litros de água por criança para a escola por dia, com a instalação do poço muita coisa mudou para o vilarejo e seus arredores, são mais de 3.000 pessoas impactadas diretamente.

Antes da instalação do poço cada criança precisava levar 3 litros de água por dia pra escola o que acabava dificultando para que todas as crianças fossem para a escola. Antes do poço, em alguns casos, o pais precisavam escolher quais crianças iam para a escola e quais não.
Retrato de crianças Massai com uniforme da escola.
Os Massai são um povo poligâmico, cada homem podem ter várias esposas, cada esposa tem sua própria casa onde vive com seus filhos, mas todas as casas ficam ao redor da casa da primeira esposa.
Momento em que o poço foi acionado pela primeira vez.
Momento da foto oficial ao lado dos Massai.

Rumo ao Kilimanjaro

Com 5895m de altitude, o Kilimanjaro é o ponto mais alto de todo o continente africano.

O caminho inicia em meio a uma floresta tropical e logo nas primeiras curvas somos recebidos por uma família que vai até a estrada para nos saudar. As crianças cantam músicas tradicionais do parque e dão boas risadas.

O caminho se inicia por meio de uma floresta tropical em um clima muito agradável.
Somos recebidos logo no início do caminho por algumas crianças que vivem com suas famílias já no Parque Nacional do Kilimanjaro ao som de The Jambo Song. [sobre a música aqui]
Os carregadores na Tanzânia são responsáveis por levar tudo montanha acima e abaixo, nenhum resido é deixado. No parque não é permitido o uso de animais para a função, o que acaba gerando uma profissão importante para os locais. Cada carregador pode levar no máximo 18kg o que é muito bom, no Nepal cada carregador pode levar até 120kg.

Nossa equipe é formada por quase 100 pessoas entre carregadores, cozinheiros, equipe do acampamento e guias. Chegamos no primeiro acampamento com muita música tradicional Suaíli. Hakuna Matata!

Dança de aquecimento com a Everlasting Tanzania Crew
O RAP parece ter uma influência forte ou seria aqui a raiz do RAP?
Um olhar e um gesto de liberdade como vemos nos filmes americanos ou seria a liberdade um olhar e um gesto da vida original?
Agustin: um guia incrível, alegre, dedicado e amoroso que muito diz do povo da Tanzânia.
Assim todo o equipamento era transportado por uma equipe de quase 70 carregadores.

Flor típica encontrada até 4000m de altitude.
Um caminho cheio de cores, dia e noite.
Acampamento 5 a 4700m de altitude, no fundo o monte Mawenzi, com pico de 5149m.

No entardecer as nuvens se aproximam pelo vale e podemos ver o Kilimanjaro cobrindo o Mawenzi.

A foto à direita é o mesmo acampamento da foto acima, porém já totalmente coberto pelas nuvens.

Jantamos cedo e descansamos para iniciar o ataque ao cume perto da meia-noite, encarando por 8 horas uma temperatura média de -8ºC.

Às 5:57, o sol nasce diante de um horizonte completamente plano, nesse momento alcançavamos o Gilman's Point, com mais de 5685m de altitude.
Às 8:21 estávamos comemorando no topo da África, com um visual de tirar o fôlego.
A cratera do vulcão que hoje hiberna e o imponente Mawenzi a poucos kilômetros de distância.
Uma imagem panorâmica do Uhuru Peak.
Os glaciais estão diminuindo pouco a pouco, o que podemos tocar hoje são quase como minerais pois é uma camada muito dura de gelo que se conserva assim há milhões de anos.

Missão cumprida é hora de voltar pra casa, mas o caminho começa sem volta porque quando o caminho é marcante a gente não volta mais, só vai mais longe.

Confraternização final entre todos da equipe e trekkers.

Filme que conta um pouco desta experiência. Todo gravando com um iPhone e as cenas de drone foram feitas com um Mavic Pro, tudo carregado nas costas por todo o trajeto, sem energia elétrica por 10 dias, tive oportunidade de fazer poucos vôo, mas gostei bastante do resultado. Espero que curtam!

Mais de 120 pessoas: carregadores, guias, trekkers e o próprio Kilimanjaro.