#Insegurança [2]

Guilherme Murilo da Rosa
Nov 5 · 2 min read

A insegurança é o apego pela perfeição. O medo da solidão que nos faz fazer tanto pelos outros e tão pouco pela gente.

Usamos réguas diferentes para medir o universo e isso é falta de autoconhecimento. A questão é que nós estamos o tempo todo fugindo de nós mesmos, com medo de enxergar a verdade, em virtude das consequências que isso causará. Por não olharmos para si, temos uma falsa noção de quem nós somos, uma visão muito rasa por sinal, assim como limitante pois aceitamos que essa opinião é uma condição imutável, acreditamos erroneamente que tudo faz parte da nossa personalidade, ainda mais se essa visão é fortalecida pela nossas relações interpessoais.

Nos limitamos a um pensamento sobre nós mesmos.

É nítido enxergar a imensidão desse problema quando nós nos distanciamos do “eu teórico” x “eu prático”. Em nossas mentes temos uma solução mirabolante para todos os problemas, mas na hora da ação ficamos congelados, tensos, ansiosos, não damos sequer um passo e mesmo se dermos um passo, se algo fugir do script, não sabemos como reagir, em seguida desistimos. Somos corajosos no celular, mas não conseguimos nem nos expressar olhando nos olhos de tanta covardia.

A insegurança é algo que em doses homeopáticas vai nos sufocando.

Ela alimenta o sentimento de culpa, por não ter tomado a iniciativa no momento certo. Essa frustração nos leva a uma condição por busca de válvulas de escape, como por exemplo, perfeccionismo, compulsões e vícios. Ficamos em um constante estado de vigia, com a vontade de acertar o tempo todo e é justamente esse estado de alerta que nos atrapalha. É como aprender a dirigir com os pais dentro do carro impacientes te ensinando.

Você não sabe nem por onde começar, era para pisar no acelerador, mas pisamos no freio.

Deixamos de conversar abertamente com nossos chefes por medo de perder o emprego. Essa falta de abertura, faz com que aceitemos condições de trabalho indignas. Isso não se limita apenas no ramo empresarial, se estende a todo nosso convívio social.

Aceitamos relações indignas com os outros pois não sabemos medir nosso valor.

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