Unidade para Reescrever a História do PT

Estamos debatendo a necessidade de uma chapa de unidade ao Diretório Municipal do PT. Seria uma exigência para criar condições mínimas de reconstruir o PT para resistir ao governo golpista e ataques aos direitos dos trabalhadores. Também unidade para resgatar o PT com potencial para disputar as Eleições 2018 ou antes.

Até aí tudo bem. Mas… mas… viabilizar a unidade é outra história. Cada lado acusa o outro de não querer unidade. Cada lado impõe condições que afastam o outro. Quero maioria; aquele grupo eu não aceito. Assim sucede.

Se queremos “salvar” o PT é por ainda acreditarmos nele como uma ferramenta de revolução e transformação social. Para que transformar? Para reinar a felicidade de todos. Certo!

Temos um poderoso inimigo, a burguesia e a direita com seu governo Temer. Ora, se queremos salvar e reconstruir o PT da destruição iminente para fazer a transformação social contra o inimigo comum, aonde iremos se não formos capazes de unir companheiros sentados ao redor da mesma mesa? Aonde iremos se priorizarmos a derrota do “equivocado” companheiro interno? Se a energia de ódio interno se consome em reuniões estressantes, agressivas e maniqueístas? Se permanecermos na polarização “Pradismo X Gilmarismo”?

Se queremos avançar temos que mudar métodos. Não basta a unidade de discurso. É preciso respeito mútuo. Se queremos revolucionar a macro e a superestrutura, mas somos incapazes de pequenas mudanças. Fazer micro-revoluções nas relações entre companheiros e partidários que pavimentem a confiança para as grandes ações políticas. Pode parecer fora de contexto, mas precisamos ser emocionalmente mais saudáveis. Reúniões onde tenhamos prazer e satisfação, irrigando o ânimo e a auto-estima para fortalecer nossas interações. Sermos capazes de reconhecer erros, fazer autocríticas e perdoar o companheiro. Temos que nos doar, ser mais humildes. Mas também valorizar e reconhecer os acertos por menores que sejam. Mudar o fazer político, prática e métodos é também melhorar emocionalmente nossas relações. Chega de reuniões neuróticas, estressantes e que não levam a lugar algum. Abaixo o triunfo do ego que se alimenta do ódio interno.

Se queremos reconstruir o PT, precisamos unir. Unidade se constroi com gestos. Ter atitude para renúncias. Ter coragem para pequenas, mas importantes mudanças. Hora de agir, e de reescrever nossa história.

Gilberto Neves, Diretório PT.

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