Até quando vão ignorar o poder que têm?

O capitalismo como molde da sociedade, apesar de ter algumas vantagens, traz consequências relevantes para o ser humano. Dentre elas o consumismo desenfreado e o abandono da empatia, que resultam em uma série de mazelas para as pessoas.

As ruas estão lotadas de outdoors e a televisão abusa da persuasão, tudo pela propaganda, a alma do negócio. A classe média compra o que não precisa ter, e os pobres aquilo que não conseguem pagar, escravos de uma mídia comprada pelas grandes corporações. E a ideia é alienar cada vez mais essas pessoas a fim de mantê-las sob controle, pois dessa forma as empresas conseguem crescer ainda mais sobre o alicerce de ignorância formado por essa massa.

A busca implacável por dinheiro torna o mundo frio e apático. Os pais não tem mais tempo para seus filhos por causa do trabalho, os bares estão tristes porque as pessoas não tem espaço reservado na agenda para sorrir e as crianças não brincam porque precisam estudar para administrar a empresa da família quando crescerem.

As diferenças sociais são contrastantes e vão continuar enquanto os monopólios engolirem os pequenos. Não existem mais tantas opções para o consumidor porque o mercado não abre espaço para novas ideias e essa opressão aos menores é apoiada pelas grandes redes de forma sutil, mas consistente.

O consumismo acontece quando há uma má interpretação da força do consumidor. O poder da decisão é a maior conquista da democracia para a sociedade. Cada um deve comprar de acordo com os próprios ideais e não deixar-se ser levado pela manipulação alheia. Porque é essa escolha que faz a diferença, é ela que funciona como parâmetro de preços, é o poder da compra que cada consumidor carrega e não sabe usar. Assim deve ser educada uma geração que pode fazer a diferença no mundo.