10 ANOS — BLACKOUT — BRITNEY SPEARS

Quem é a primeira cantora que lhe vem à cabeça quando falamos do polêmico ano de 2007? IT’S BRITNEY BITCH! Com essa frase, a eterna princesinha do pop abre o álbum mais emblemático de sua carreira. Lançado em 25 de outubro de 2007, esse ano Blackout completa 10 anos. Depois de quatro álbuns muito bem sucedidos e alguns problemas pessoais, Britney Spears juntou forças com Danja, Bloodshy & Avant, The Neptunes, Sean Garrett, Kara DioGuardi e The Clutch, e assinou a produção executiva de seu próprio álbum pela primeira vez, criando um trabalho enérgico que te faz dançar da primeira até a última música e que acabou marcando uma geração inteira através de hits como Gimme more, Piece of me, Break the ice e Radar.

Mas por trás de tantos hits e músicas dançantes, Britney esconde um lado romântico e apaixonado, mostrado em músicas como Heaven on earth e Perfect lover. Além disso, a ironia otimista de Why should I be sad me faz acreditar que o processo de produção do disco ajudou-a a superar o término com seu ex-marido e pai de seus filhos. Mas isso leva a reflexão de como grandes separações resultam em grandes trabalhos, como podemos ver em Back to black (Amy Winehouse, 2007), Rated r (Rihanna, 2009), 21 (Adele, 2011) e Melodrama (Lorde, 2017).

Curiosidade: Britney Spears inventou o apagão em 2007

Felizmente, Danja estava curtindo dance music e EDM na época em que estava trabalhando no disco, conforme entrevista ao The Fader:

“Eu não pensei em ‘música pop’ ao criar ‘Blackout’. Eu curtia dance e EDM na época, mas ainda não fazia tanto sucesso quanto agora. Eu ia para uma boate em Miami algumas vezes para ver o ambiente. Todo mundo estava dançando ‘Satisfaction’, do Benny Benassi e Tiesto, e as pessoas estavam literalmente em transe. Eu fiquei: ‘É isso. Se a minha música não faz você se sentir assim, o que estamos fazendo?’ Só queria trazer essa essência à cultura pop.” 
(tradução: Papel pop)

Ou seja, numa época dominada por hits de Black Eyed Peas, Rihanna, Beyoncé, Fergie, Nelly Furtado e Gwen Stefani — um momento lembrado no Brasil como “Black Total” — , Britney Spears foi na contramão da indústria, criando um disco de batidas eletrônicas cheio de elementos de dance music e EDM que tocava nas boates de Miami. Madonna já havia feito o mesmo com Confessions on a dance floor de 2005, e olhando por esse lado, notamos que Britney e Madonna juntas pavimentaram o caminho para abrir espaço a até então novata Lady Gaga, que usou o frescor do The Fame para ditar o que tocaria na música pop até os dias de hoje.

Tendo isso em vista, podemos dizer que Britney Spears ajudou a moldar boa parte do que se escutou nos 5 anos seguintes, desde Ke$ha e Nicki Minaj, passando pela dupla LMFAO que dominou os charts em 2012, pela reivenção de Jennifer Lopez e Pitbull com a latinidade dançante de On the floor e até mesmo pela versatilidade de Rihanna, com seus álbuns Loud, Talk that talk e Unapologetic. Também é interessante ressaltar que alguns anos depois, a própria Britney recebeu influência dela mesma em Femme fatale, e no autointitulado Britney Jean.

Esse texto foi feito em comemoração aos 10 anos de Blackout, álbum que acabou sendo o coração de uma verdadeira revolução na história da música, guiado pelo desejo de fazer um trabalho autoral depois de anos sob domínio da gravadora, e com intenção de dar a volta por cima após acontecimentos conturbados. Uma década depois, vemos que o objetivo foi concluído com sucesso, além de influenciar uma geração inteira e ainda impactar na cultura pop que conhecemos hoje.


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