Então Danilo, abri o seu texto esperando de fato encontrar argumentos que colocassem a Beyonce como revolucionaria, mas não achei.
Debochar da esquerda branca marxista, o que já é uma falacia por si só já que você ignora todos os negros marxistas presentes na esquerda, não torna a Beyonce em contexto nenhum mais revolucionaria.
Mas vamos dar norte a esse possível debate: o que é ser revolucionário?
Será que ser revolucionário é cantar discursos liberais e meritocráticos?
Será que ser revolucionário é cantar sobre preto e cobrar US$ $1600 em um ingresso na sua turnê?
Será que ser revolucionário é em momento nenhum criticar o sistema capitalista que perpetua, além de ter criado, o racismo?
Será que ser revolucionário é vender ao invés de doar musicas que, segundo muitos, serve para empoderar os negros?
Será que ser revolucionário é explorar a mais valia de outras pessoas, incluindo outras mulheres negras?
Será que patrocinariam ou apoiariam a Beyonce, dando até abertura no Super Bowl, se ela de fato fosse revolucionária?
Ao meu entender, ser revolucionário é pregar a emancipação de um povo e se colocar contra as estruturas vigentes que são opressoras e exploradoras por natureza.
Então, não a Beyonce não é revolucionária.
Ela não prega a emancipação do povo negro a medida que em suas musicas enaltece o dinheiro e diz que o respeito só se vem através dele.
A Beyonce é uma burguesa. Uma burguesa que esta usando causas sociais como forma de ganhar dinheiro.
Obviamente é um total direito dela enquanto negra cantar sobre as mazelas do povo negro, pena que não fez isso antes, diferente da Nina Simone que você citou que sempre denunciou o racismo e a violência do capital contra os negros.