Verdade, Paula. De fato, o ataque nada teve a ver com qualidade musical. Foi mais uma agressão, como tantas outras que infelizmente acontecem todos os dias.
Sobre os outros artistas que você citou, nenhum deles é de massa. O próprio Liniker é muito sonoro, mas não entrou na rota de alcance da Vittar, onde os artistas viram vidraça.
Os “jovens” só são citados porque definem a música pop. Estão mais abertos a consumir o novo, seja ele bem acabado ou não. Inclusive na música. Aliás, o Brasil já é um país de adultos, futuramente de idosos. E essa rarefação de ídolos jovens pop de massa já seja um sinal disso.
Sobre o Ney Matogrosso, é claro que imageticamente é muito representativo. Inclusive, há quem fale e prove que o Kiss copiou o Secos e Molhados. O que não duvido. Ainda sim, Ney, já um senhor, é intérprete excelente desde seu início. :)
É fato que a pessoa sempre será atacada quando há forças contrárias ao que ela faz. Mas a ideia do texto é justamente essa: conquistar o lado contrário com talento. Cazuza, Renato Russo, Ney Matogrosso, Fred Mercury, Elton John, entre tantos outros, “lacraram” primeiro com som, depois com causas.
Talvez esses conservadores reativos sempre tenham existido no passado. Só que agora, encontraram um caminho para agredir. Mas penso que é preciso “mostrar serviço” com a música, para que o contrário, seduzido pelo que toca a alma, se aproxime ainda mais. Os exemplos do passado são vários. Só falta seguir. ;)
Obrigado pelo comentário.
