“O movimento dos monges barbudos: do sagrado à heresia”, (Gramma, 2017) Filatow, Fabian.

O movimento dos monges barbudos

Do Sagrado à Heresia

O presente texto é resultado da dissertação de mestrado defendido no Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 2002. A versão atual manteve as características do texto original, sofrendo apenas atualização ortográfica. Analisamos o Movimento dos Monges Barbudos ocorrido no município de Soledade (RS) entre os anos de 1935 e 1938, inserido no contexto regional e nacional da década de 1930. Neste sentido, além do olhar sobre o aspecto religioso do movimento e das suas representações, também nos detivemos em inseri-lo no contexto político vivenciado. Enfim, buscamos identificar a tradição do santo monge João Maria, santo popular no Brasil Meridional, o messianismo, os eventos do Combate do Fão e as acusações que existiram sobre o movimento que foi reprimido pela ação da política militar gaúcha na semana santa de 1938.

O AUTOR

Fabian Filatow

Historiador, natural de Porto Alegre e residente em Canoas (RS). Licenciado, Bacharel e Mestre em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Doutor em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS). Professor de História na Rede Municipal de Esteio — RS (Séries Finais) e professor de História na Rede de Ensino do Rio Grande do Sul (Ensino Médio).

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SAIBA MAIS SOBRE OS MONGES BARBUDOS

O Rogério Wendel, é integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) de Arroio do Tigre/RS. Autor do filme “Monges Barbudos de Soledade RS”, foi o único gaúcho selecionado no programa Revelando os Brasis, do Ministério da Cultura, para realizar um curta-metragem sobre o movimento messiânico dos “Monges Barbudos”. O filme foi exibido em rede nacional na programação da TV Cultura.

A organização de pequenos agricultores de origem “cabocla”, na sua maioria, em torno de um ideário místico-religioso, sob a liderança de um líder carismático (suposto São João Maria), deu origem a um dos principais movimentos messiânicos do Estado do Rio Grande do Sul no século passado. O movimento se fortaleceu, causando grande temor aos imigrantes/descendentes alemães e italianos e, principalmente aos “Bodegueiros”, que viviam da troca de produtos com os demais colonos.

A “Solução” encontrada pelos temerosos foi a delação ao poder público. E o aparato coercivo do Estado não tardou a chegar: guarnições de Santa Maria e Cachoeira do Sul, juntamente com os colonos e “bodegueiros” armados, colocaram um ponto final no movimento, com perseguições, torturas, estupros, ameaças, constrangimentos e o assassinato dos principais líderes do movimento e de membros da comunidade.

O conflito dos “monges” de Soledade/RS soma-se à lógica da hecatombe promovida pelo Estado frente aos demais movimentos sociais de cunho religioso no Brasil, como Muckers, Canudos e Contestados, todos cruelmente massacrados pelas forças oficiais.

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