
Desabafo
Os olhos se encheram de lágrimas, a mão resguardou um soluço incessante que a boca insistia em exibir. Uma condolência lhe provia o peito, e as lágrimas caíram então.
Os motivos não eram o suficiente para tanto, mas o acumulo dos sentimentos passados vieram com força. Doía tanto, sangrava tanto, mas só lhe cabia desabafar consigo mesmo. Varias tristezas já se cessaram sem uma lágrima, mas agora o fardo tinha mais peso que precisava ser despejado logo.
“Respira fundo, prende o ar por um instante e solte-o. Logo isso passará.” – pensava. Mas na verdade não queria que passasse, só queria chorar.
Seu acalanto foram suas lágrimas que o embalou em um sono profundo, do qual despertaria e fingiria que nada aconteceu.
Email me when Leonardo publishes or recommends stories