Um texto mais aberto e curto olhando pra um futuro completamente robótico, programável, ligeiro, e pra gente debater depois da leitura já fica a pergunta:

Será que existe algo não "robotizável"?

O que você sente quando vê esse vídeo?

Sabemos que medicina, direito e uma grande gama de profissões das exatas vão sofrer redesenho em breve, mas na minha opinião o gestor também vai deixar de existir. O futuro do trabalho pedirá auto-controle como requisito básico. F*deu pra mim? Pra galera que acha que gestores como eu são um cotovelo, boa notícia?

A real é que eu também acho uma boa notícia! Quando vejo o Watson da IBM, resolver casos jurídicos com 80% de acerto, ou quando o vejo realizar uma cirurgia com a mesma precisão, ou comentando uma partida de tênis, acredito que a tração da mudança tá realmente forte.

Repare que estamos falando de 10, 15 anos. Exponencial total. Tá logo aí.

Minha resposta pra primeira pergunta é que tem habilidades que o robô não vai conseguir reproduzir tão cedo. Não falo apenas de sentimentos mas sim da interpretação e ação perante a eles, da criatividade, empatia, do que tá cravado no DNA e que faz quase 8 bilhões de pessoas diferentes umas das outras.

Pare pra pensar em tudo que é mecânico no seu dia a dia: dashboards, softwares, hardwares…O que sobra se tudo for automatizado num estalar de dedos?

Papel, caneta, e você.

Bora cuidar mais das pessoas então? Humanizar relações? Se adequar a esse apocalipse digital? Eu por exemplo já sonho com o "Watson da Gestão de Projetos"! :D

Mas e agora, quem será líder nas corporações e mercados?

Todo mundo, inclusive você. O gestor vai estar dentro de cada um; agora você cuida das suas demandas. Ninguém mais fará por você ou te dirá o que fazer.

Com isso mudanças meio doidas podem acontecer, o período de maturação do recém-formado ou do estagiário no mercado talvez seja reduzido ou seja mais brusco, não sei. Estou apenas filosofando aqui.

mas acredito que para ser chamado de líder deve-se efetivamente liderar alguém. E num futuro de total empoderamento do indivíduo, significa apadrinhar alguém, fazer crescer, ensinar o pouco ou o muito que sabe. Pronto, líder.

Já tem startup rodando nesse modelo: conheci a Geekie, que tem feito um movimento de reestruturar o modo como a educação é abordada no Brasil com práticas pedagógicas inovadoras.

Voltei da aula de yoga.

Robôs não farão yoga, né? É 0, ou 1.

Muito pelo curso de liderança mas também pela meditação, daqui pra frente pretendo praticar a atenção plena antes de tomar qualquer decisão, tentar ser tão ponderado e humano quanto o juiz americano Frank Caprio, que tomba paradigmas pelo simples fato de levar em consideração todo um contexto.

Robôs não serão igual Frank. Ou serão?

E você, que líder é você? Frank ou robô?


quer mais? comenta em algum lugar se gostou? eu adoraria continuar. se não me conhece muito prazer! se me conhece peço em dobro e detalho: feedback construtivo! :)