A mulher de Schopenhauer
“Schopenhauer imagina que as mulheres são as melhores encarregadas para cuidar das crianças, porque elas mesmas são “infantis, fúteis, limitadas”. Porém, todos nós sabemos o que as mulheres fazem pelas crianças: quase se matam por elas com seu trabalho e preocupação. Portanto, o teste de validade da tese de Schopenhauer é nós mesmos perguntarmos “o que fazem as crianças pelas crianças”? Se a infantilidade e a limitação de uma criança de sete anos o leva, com toda naturalidade, a se sacrificar por outra criança de sete anos, então a comparação é adequada. Porém, como todos nos sabemos que o instinto de um garotinho o leva a chutar a perna do seu colega e fugir com o brinquedo, o argumento nunca se sustentará.
É certamente estranho que o nome “filósofo” tenha sido dado a um literato — por mais brilhante que seja — capaz de defender a assombrosa ideia de que amamos aquilo a que nos assemelhamos. De fato, toda a teoria de Schopenhauer sobre a infantilidade das mulheres pode ser refutada com a mais simples e breve das respostas. Se as mulheres são infantis porque amam as crianças, então os homens são afeminados porque amam as mulheres.” G. K. Chesterton, A mulher e os Filósofos, em La Mujer y la Família.

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