dia 14. as pernas.

quando elas não estão abertas.

minhas pernas, abertas

você

meu meio

tuas mãos, espalmadas

minha cabeça

não pensa, quer o completo do íntimo teu

minhas pernas, abertas

você, meu meio

quando teus seios descem

minhas pernas, abertas

teus bicos em mim

minha cabeça, não pensa

agora, quer mais que o íntimo teu

entender um pouco

tuas lágrimas

derramadas sobre meu rosto

o gozo

você, — agora, vai!, agora em mim.

. . .

minhas pernas abertas,

todas pra você,

meu meio,

quer que nunca saia de mim

que enxugue um pouco desse molhado todo

pra gente continuar

minha cabeça que não pensa

quer mais que o íntimo

gozo

gozo você, — agora, vai!, em mim.

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