A liberdade como bandeira coletiva.

A liberdade econômica, política, religiosa, ou seja, as liberdades individuais que, não muito raro, são representadas pela bandeira do estadista e geral pró-liberdade norte-americano e um dos fundadores do grupo "Sons of Liberty" à época da independência EUA em 1776, Christopher Gadsden, é muitas vezes creditada a quem tem uma visão política mais voltada para a direita, por quem se define de esquerda. E creditada às pessoas de cunho mais esquerdista, para quem tem uma visão mais voltada para a direita. Mas, afinal, do que se trata essa tal liberdade individual?
Por muitos anos, o homem sonhou - e ainda sonha - com a liberdade. Liberdade de cultuar os deuses que lhe convier, de defender as bandeiras políticas que achar mais corretas, consumir e produzir , sem, para isso, ter uma força invisível assegurando se as suas respectivas decisões são as mais assertivas para o meio e/ou para você mesmo. Esta força oculta a qual me refiro, chama-se Estado. Sim, é ele que está por trás das leis que regulam quase tudo que desejados desempenhar para aumentar a nossa utilidade como agentes economicamente ativos. O Estado é o agente que quer definir tudo e saber tudo. Ele, muitas vezes, quer controlar as atividades humanas em um determinado território com uma retórica de que está mantendo uma ordem, mas como é mais do que provado, uma intervenção excessiva por parte do Estado acaba por gerar desigualdade, inflação, altas taxas de juros, endividamento, altos impostos, baixo crescimento econômico e entre outras mazelas. E quando experimentamos um crescimento econômico em uma economia controlada excessivamente pelo executivo central, podemos perceber que tal crescimento é virtual e insustentável ao longo prazo.
Entendendo como funciona a intervenção estatal na individualidade das pessoas em todos os aspectos, podemos deduzir os infindáveis impactos negativos que um governo calcado na ideia do “intervir para controlar” é capaz de causar. Portanto, torna-se cada vez mais e mais imprescindível que a questão do respeito às liberdades individuais, principalmente as liberdades de teor econômico, ganhem cada vez mais espaço para debate e implementação dentro do próprio governo, das empresas, das universidades e dentre outras instituições.
A liberdade não pode — ou não poderia — ser algo que caracterizasse os anseios de uma determinada ideologia política, como se liberdade fosse algo seleto e demandado apenas pela esquerda, como é costume de muitos pensarem. A diminuição da influência dos governos e de outros mecanismos de controle social na economia e nas relações sociais deveria ser uma bandeira levantada por todos, pois liberdade é, acima de tudo, a força motriz do crescimento econômico e do bem-estar social. Cada ser carrega em si a força que necessita para transcender o status quo rumo ao seu próprio bem-estar, sem, necessariamente, precisar de um assistencialista que entrega com uma mão e retira com a outra.
