Então, Feliz Natal.

Sentamos todos a mesa,
Damos as mãos
E unimo-nos numa reza
(esperando que) Entre (em) nossos corações

Então agradecemos e sorrimos,
Não levamos muito até começarmos:
Damos início à fartura, consumimos
Em nossas almas, descansamos

No calor de nossas casas
No amor de nossas famílias
Brindamos a paz!,
Bebemos alegria

- terminada a ceia –

Depois deitamos, felizes
Sonhamos, sorrisos
Até a manhã seguinte:
Os presentes, abrimos

*

Na noite anterior
Eles também se reuniram — sozinhos
No meio da rua
Enrolados num pano fino, bem fino

O frio puxou a oração;
O corpo, sobre o chão
O cão, ao lado
O vento vem, também, abençoa gelado

Diz um amém
Abraçado a garrafa
Sua companhia,
Na alegria, na tristeza: na desgraça

Sorri um riso desdentado
Porque é natal!
E no natal
Não ser feliz é pecado

Dorme de barriga vazia,
De coração cheio:
Dor, saudade, alegria, vazio
Sonha que está sendo levado
Através de um rio

O dono do barco
É um homem engraçado
Que lhe pede duas moedas, de ouro
Tapa os olhos, desencalha o casco

- não teve ceia -

Acorda suado, assustado
Dá risada: até parece!,
Eu com moedas?
Mais fácil navegar num barco

Mais tarde se encontram, os dois
Uma mão: se estende
A outra: se esconde
Duas moedas? Hoje, não, responde

Segue o seu caminho;
Segue o seu destino
Feliz natal, seu moço.
Para você também, pobrezinho

O mundo gira, como sempre,
Mendigo na rua, a gente em casa
Agradecendo, os dois,
Por algo tão distinto:

Enquanto o cão lhe lambe a face,
O mendigo agradece o carinho;
Enquanto abrimos os presentes,
Agradecemos a Jesus, bom menino

Mas mal sabemos nosso erro:
Natal não é agradecer;
É dar, abraçar, amar, cuidar:
Natal é — aos que nada e aos que tudo tem — oferecer.

Então, Feliz natal.

25/12/2014

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