A MENSURAÇÃO ERRÔNEA DO ADEUS, QUE JAMAIS ACONTECERÁ


Existem infinitas coisas que acontecem rotineiramente nas nossas vidas e por demasiadas vezes passam despercebidas (estas, algumas ao menos, são boas e te fariam um bem enorme). Sorte daqueles que conseguem tomar pra si, quanto mais não seja, uma destas. 
Eu, caro leitor, sou um sortudo — o maior deles, inclusive.

O intermédio entre a felicidade e a tristeza pode ser o pior dos males. Sentir-se inútil até mesmo para um sentimento que é antônimo àquilo que te faz sorrir, é horrível. Manhãs inoculas, tardes cansativas e noites sem dormir podem trazer à tona todos estes momentos; Momentos as quais evitamos piamente à cada acordar — se é que este há, e o findamento da respiração parece algo claro no futuro, ainda que polvoroso pelo medo e as pessoas ao seu redor que sofreriam com isto.

O final do primeiro parágrafo deste texto diz que sou sortudo e por mais que não acredite nestes “causos astrais”, é a única explicação pela vida ter me dado a oportunidade de sentir-me útil à algo novamente.

09/10/2017, talvez a data em que passei por cima de tudo e todos e resolvi demonstrar algo que não acontecia a muito tempo. Os carinhos, o ardor do início de um sentimento, a chama da vida me trazia do fundo e mostrava “Hey, Gustavo, vale muito a pena, cara. Demonstre ou este sentimento te matará ainda mais por dentro.”. E lá fui eu, 23h34, passando à escrever abertamente que nada, nada mesmo foi em vão. No dia seguinte, a reciprocidade e a ocasião me dando mais um tapa “Viu, Gustavo, não faz mal. Não é errado dizer aquilo que sente, errado é te privar de sentir”. Mas, sabe? Me privei por muito tempo de sentir novamente. Fobias de novos relacionamentos e a crença de que o comodismo estava ok, nem bom nem ruim. Fui firme, forte, lutei com todas as armas para que isto não acontecesse com ninguém. Porém, uma pena pro eu anterior é que: tu definitivamente não um “ninguém”. Tu és mais, tu és tudo.

Agradecimentos não caberão num singelo texto, então tome minha vida pra si. Eternidades não bastam pra gente. Vida longa à ti, cuzona, de preferência ao meu lado — é só o que lhe peço.


Não vou embora, jamais apertarei o botão e fiquemos com a destruição alheia, pra nós, apenas construções.

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