The Panic Monster e a Procrastinação

Todos os dias, quando leio, escuto ou assisto uma notícia eu tenho vontade de comentá-la, não importando ou poupando quem será a vítima que está ao meu lado.

Se não tiver vítima, sempre acabo compartilhando em redes sociais e transformo o tiro em bombardeio e atinjo vítimas em massa.

É claro que, em muitas vezes, a gente acaba correndo o risco de ser inconveniente porque as pessoas podem, simplesmente, não estar dispostas a discutir o assunto. Exemplo clássico disso aposto que já aconteceu com você em alguma viagem de taxi em que é abordado sobre a relação prefeito x faixas de ônibus. É normal.

Em outra situação semelhante, aposto como você já foi atingido por comentários alheios enquanto assistia ao Jornal da TV e, como consequência, soltou um esbravejado "xiu, peraí, deixa eu ouvir".

Em outra hipótese, bem mais corriqueira, acontece quando você está apenas correndo as atualizações do Facebook para ver algo nada importante sobre alguma vida alheia aleatória e se depara com o amigo chato comentando algo que não é do seu interesse.

Pois bem. Foi pensando nessas e em outras situações que pensei em criar um espaço dedicado apenas a isso: comentar notícias diárias de forma pessoal, errada ou não, sem comprometimento com veracidade ou moralidade e num local onde sirva para cumprir a minha vontade e, caso alguém queira, poder acessar e ler espontaneamente e por vontade própria.

Um lugar onde eu possa comentar sobre as coisas que gosto, compartilhar coisas que acho interessante e as que também não acho interessante também. E criticá-las, obvio.

Curiosamente, tenho vontade de criar esse espaço há um bom tempo mas sempre que sento pra começar a escrever sou pego com alguma 'isca de internet" que acaba distraindo minha atenção e deixando para outra hora, ou seja, deixando para "amanhã'.

Mas, falando em "amanhã", tempos atrás um amigo compartilhou comigo a palestra do Tim Urban, no TEDx. Provavelmente você já deve ter visto ou ouvido falar sobre. Caso não tenha, resumidamente, Tim aborda como é a mente de um procrastinador. 
Depois que vi o vídeo pela primeira vez, volta e meia volto a assisti-lo para renovar as idéias e não correr o risco de cair nas garras do "The Panic Monster".

Pare agora esta leitura (agora MESMO, não daqui a pouco) e assista a palestra antes de terminar de ler este post.

Legenda disponível em vários idiomas, inclusive, Português.

Quando terminei de assistir novamente esta palestra, lembrei da procrastinação em criar esse espaço e resolvi buscar as notícias que gostaria de comentar e, quando abri o jornal, taraaaam… fui pego com um tema que foi vítima da minha procrastinação.

Há uns dois anos atrás, ou um pouco mais, eu estava prestes a sair de uma agência de propaganda onde trabalhei por quase 9 anos. 
Você ainda lerá muito sobre ela por aqui e sobre as grandes amizades que fiz por lá.
Nessa época, como minha experiência era focada 100% em meios digitais (a agência era só digital) fiquei pensando em mil oportunidades de aplicativos que eu poderia criar.

O boom dos apps se dava exatamente naquele momento com a vinda de Spotify, Snapchat, Netflix, 99Taxis e etc. 
Não, ainda não tinha Uber no Brasil e os apps de taxis ainda estavam engatinhando e eram usados apenas por early adopters.

Nesse momento, juntamente com outro amigo publicitário, fizemos um grande brainstorm e pensamos numa lista gigantesca de possibilidades de criações de apps com os mais variados temas, funções e formatos.

Alguns deles, muito tempo depois, foram colocados em prática (por outras pessoas) e deram muito certo. Destes posso citar alguns exemplos como apps de compra de convites e acesso à eventos, de descontos, de meios de pagamentos e este que acaba de ser lançado pelo criador de um outro app já consagrado:

Assim como eu, aposto que isso já deve ter acontecido com você.
O que vale lembrar, cada vez mais, é que grandes idéias todos tem.
O que diferencia um dos outros é a capacidade de colocá-las em prática ou simplesmente de tentar colocá-las em prática.

Hoje, vendo uma notícia destas, não me pego choramingando do tipo "poxa, deveria ter feito isso quando pensei", mas sim, com a lição de sempre colocar em prática as idéias que você tem HOJE e nunca mais deixar nada pra amanhã, por menor que seja.

Assim como a criação deste espaço.

E tente fazer isso sem ter que ter a presença do "The Panic Monster".

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