Enquanto Eu Te Conto

Eu até acreditei que éramos parecidos demais pra ser verdade e pra sermos tão pouco, eu acreditei que poderíamos, sei lá, fazer qualquer coisa. Eu até te escrevi uns seis ou sete poemas, e uma canção que só ficaria bem na voz do Amarante… mas esquece, melhor, deixa que eu esqueço. Só vou lembrar enquanto eu te falo.
Só vai levar o tempo de eu te contar que eu tentava te achar em todo lugar que eu ia, inclusive os que você nem conhece, que eu tentava te achar em outras pessoas, que eu te incluía em qualquer conversa que me parecesse te caber “ah, eu conheço alguém que…”, dei por mim que é você quem conhece mais, mesmo quando você nunca quis saber das pequenas coisas que fazem tudo parecer maior. Você me conheceu mais. E agora enquanto me ouve, mais que antes. 
 
Então eu, mais que nunca, transito entre dualidades, atada a esse paradoxo de querer que você parta, mesmo sem nunca ter vindo, ou de agradecer por nunca ter vindo tendo assim que não precisar ir de verdade.
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